No dia 4 de julho, o ENHYPEN realizou o 100º show da carreira. Para a sorte dos ENGENEs brasileiros, esse marco histórico aconteceu em solo tupiniquim, mais precisamente no Nubank Park, em São Paulo. Nem o frio da capital paulista foi capaz de afastar as mais de 40 mil pessoas que vestiram preto e vermelho para prestigiar o grupo na abertura da etapa latino-americana da turnê. Nós reunimos nossas percepções sobre os altos e baixos dessa noite memorável.

ENHYPEN entrega performances impecáveis e muito carinho com o Brasil

O boygroup entregou performances vocais sólidas, coreografias de tirar o fôlego, pirotecnia e muito carisma. Com extremo profissionalismo, provaram por que são tão queridos na bolha do k-pop. Essa segurança no palco fez as três horas de espetáculo passarem voando. E não podemos negar que a sensação de finalmente ver nossos vampiros favoritos ao vivo foi tão intensa que quando percebemos, o show já havia acabado.

Assim, o grande destaque positivo da noite foi, sem dúvida, o carinho especial deles com o público brasileiro. Eles vestiram camisas da seleção, gravaram trends com músicas locais, abraçaram as bandeiras jogadas no palco e arriscaram frases em português durante quase todo o show.

 Além disso, tivemos momentos icônicos que deixaram os fãs com os olhos marejados (e os meninos também!): Sunoo dando uma palhinha de Ferrugem, Sunghoon dançando “Knife” no encore com um sorriso contagiante, Jay homenageando Ayrton Senna em seu figurino, Jake beijando nossa bandeira e Ni-ki declarando que fãs do Brasil são número um. É o poder brasileiro!

E aí? Como foi o Vip e Soundcheck?

Para mim, Julia, a experiência na pista VIP 1 foi mais tranquila. Com a sorte de ter um público com bom senso ao redor, foi possível ignorar a minoria sem noção e focar no palco. E quando eles apareceram…foi um teste para cardíacos! Fisicamente eu sobrevivi, mas espiritualmente, a sensação é de que nunca mais serei capaz de sorrir de novo agora que não estou olhando para o Jake a metros de distância. Desde o soundcheck, a energia do grupo estava lá em cima e eles ficaram visivelmente maravilhados com o coro ensurdecedor dos fãs.

O espetáculo em si foi lindo, mas o meu gosto pessoal pesou na avaliação da setlist. Senti muita falta de hinos como “Fatal Trouble”, “Given-Taken”, “Lucifer” e “Bad Desire”. Já no encore, após o clássico teatrinho de “o show vai acabar” me enganou direitinho, quando eles voltaram com energia redobrada para três músicas, o estádio foi a loucura. Nesse momento, o Jungwon foi o grande destaque nas interações finais, nosso kingo estava fofo demais.

O lado escuro da lua

Por outro lado, a organização do evento foi o principal ponto negativo, tratando o público com um descaso inaceitável. Antes mesmo do show começar houve problemas das fanbases com o banner feito com tanto carinho, o que era um sinal do que estava por vir. Já no dia do show, nas redes sociais, viralizaram vídeos da multidão espremida nos arredores do estádio como “sardinhas em lata”

A decisão de aglomerar diferentes setores no mesmo portão gerou tumultos desnecessários, misturando quem acampava desde o dia anterior com quem chegou próximo ao horário de abertura. A experiência foi ainda pior na fila PcD da Pista e Pista Premium, que sofreu com a falta de preparo e a grosseria dos staffs, causando uma dor de cabeça imensa logo na entrada.

Além disso, o tão aguardado send-off acabou sendo um mico. Foi tudo rápido e absurdo, especialmente considerando o valor de R$3.200 cobrado pela experiência. Pagar uma fortuna e não ter direito a uma interação com presentes ou um autógrafo é frustrante. Os meninos passaram voando pelo corredor, apenas acenando de longe e batendo nas mãos de poucos sortudos. 

Alguns relatos dos fãs no X:

Se compararmos com o send-off do P1Harmony no Brasil, onde o grupo atendeu os fãs com calma e dedicação, a dinâmica com o ENHYPEN deixou muito a desejar. A decepção não é direcionada ao grupo, mas sim à organização do evento e aos staffs, que transformaram momentos que deveriam ser de alegria em correria e exaustão física e emocional para os fãs.

“The Sin: Bliss” e a promessa de um retorno do ENHYPEN ao Brasil

Apesar dos pesares logísticos, a experiência foi mágica e inesquecível. Foi tudo tão lindo e emocionante que, com certeza, vamos demorar muito tempo para nos recuperar dessa verdadeira ressaca de show. Agora, a nossa contagem regressiva é outra, já não vemos a hora de tê-los de volta ao Brasil para mais apresentações, quem sabe entregando os cinco shows que o Ni-ki comentou, não é mesmo?

E que, dessa próxima vez, eles retornem com “Bloody Paradise” estourando na setlist, o tão aguardado single da era “The Sin: Bliss” que chega logo mais, no dia 21 de agosto deste ano. Até lá, seguimos revivendo cada segundo dessa noite histórica, e claro, guardando dinheiro para ver nossos divos de pertinho novamente.