Em 2016, o Brasil vivia “Love Yourself” e “Sorry” do Justin Bieber; Selena Gomez com as canções “Hands to Myself” e “Same Old Love” e Twenty One Pilots com “Stressed Out”, “Ride” e “Heathens”. A série mais popular era a recém-lançada “Stranger Things”. Já do outro lado do planeta, na Coreia do Sul, Japão e China, o cenário era beeeem diferente. No âmbito musical, a febre ficou por conta da era “Wings” (BTS), “Hard Carry” (GOT7) e “Monster” (EXO). Também tivemos a estreia do BLACKPINK, ASTRO, SF9 e vivemos momentos tristes com o disband dos grupos femininos 4Minute e 2NE1.

Mas se teve uma coisa que 2016 entregou para nós, foram dramas inesquecíveis e que com certeza moldaram as histórias que consumimos até hoje. O ano, ainda, deu destaque a muitos atores e atrizes queridinhos. Claro que já existiam pessoas que consumiam o audiovisual asiático, por meio de fansubs principalmente (quem lembra do maioral Kingdom Fansubs? 😭), mas foi em 2016, com a chegada das séries do leste asiático na Netflix, que o fenômeno começou a tomar forma aqui no Brasil.

Então, para relembrar as obras primas televisivas da época, reuni 12 dramas que marcaram a década anterior e que, arrisco dizer, influenciaram os roteiros que fizeram tanto sucesso nos anos seguintes.


GOBLIN

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Insuperável! Imagem: Divulgação/Studio Dragon

Poucos dramas conseguiram marcar tanto uma geração quanto “Goblin“. A história acompanha Kim Shin (Gong Yoo), um guerreiro imortal condenado a viver eternamente até encontrar sua “noiva” humana, Ji Eun Tak (Kim Go Eun), uma jovem que consegue ver espíritos. Ao lado do ceifador Wang Yeo (Lee Dong Wook), a produção constrói uma narrativa que mistura fantasia, romance e reflexões sobre vida e morte. Com fotografia cinematográfica e uma trilha sonora icônica (sério, é impecável. Até mesmo quem nunca assistiu pode se encantar com as canções da trama). A série elevou o padrão visual e emocional dos dramas, basicamente um combo que virou referência até hoje.


MOON LOVERS: SCARLET HEART RYEO

Imagem: Divulgação

Aqui a gente entra no território do trauma coletivo. “Moon Lovers” é o tipo de drama que traumatiza uma geração inteira e ainda assim segue aclamadíssimo pelos fãs do gênero histórico. A série acompanha Go Ha Jin (IU), uma jovem do presente que, após um acidente, acorda no período Goryeo no corpo de Hae Soo. Lá, ela se envolve com os príncipes da família real (um deles é interpretado pelo divo Baekhyun), especialmente Wang So (Lee Joon Gi), conhecido pela personalidade sombria. A série mistura viagem no tempo, intrigas políticas e romances trágicos, consolidando um modelo de narrativa histórica mais dramática e menos idealizada (os fãs que o digam).


WEIGHTLIFTING FAIRY KIM BOK JOO

O maioral! Imagem: Divulgação

Um dos meus favoritos da vida! O conforto em forma de drama existe e atende por Kim Bok-joo. A história gira em torno da levantadora de peso Kim Bok Joo (Lee Sung Kyung) e do nadador Jung Joon Hyung (Nam Joo Hyuk). É leve, é engraçado, tem romance fofinho e, de quebra, ainda fala de autoestima e pressão na juventude. Foi um dos dramas que mostrou que nem tudo precisa ser dramático pra ser marcante.


DESCENDANTS OF THE SUN

Iconic! Imagem: Divulgação

Se teve um drama que furou a bolha foi “Descendants of the Sun”. Aqui a gente acompanha o soldado Yoo Si Jin (Song Joong Ki) e a médica Kang Mo Yeon (Song Hye Kyo), tentando viver um romance no meio de missão militar, desastre e tensão o tempo todo. Ambientado em zonas de conflito, o drama combina romance, ação e temas geopolíticos, trazendo uma escala de produção mais ambiciosa e internacional. O sucesso consolidou o gênero como produto global e abriu portas para novas audiências; foi transmitido, inclusive, na nossa TV brasileira. Hoje, divide opiniões, mas foi um estouro na época do lançamento. (E ele também presenteou os fãs com o casal SongSong 😭).


SIGNAL

Um dos melhores do gênero! Imagem: Divulgação

“Signal” é pra quem acha que drama é só romance (claramente não é). A trama acompanha Park Hae Young (Lee Je Hoon), que encontra um rádio que se conecta com o passado, mais especificamente com o detetive Lee Jae Han (Cho Jin Woong). Juntos, eles tentam resolver casos não solucionados, enfrentando as consequências de alterar o tempo. Inspirada em crimes reais, a série trouxe complexidade narrativa e ajudou a consolidar o sucesso dos thrillers policiais.


AGE OF YOUTH/HELLO, MY TWENTIES!

Não se deixe enganar pelas carinhas fofinhas não, viu? Imagem: Divulgação

Também conhecido como “Hello, My Twenties!”, esse foi um dos primeiros que assisti e confesso que no começo estranhei por ter um formato mais de “novela”, sabe? Isso porque ele é o que chamamos de slice of life (pedaço da vida). E a história acompanha cinco garotas dividindo casa e lidando com problemas que vão de grana a relacionamento e saúde mental. Entre elas estão Yoon Jin Myung (Han Ye Ri) e Song Ji Won (Park Eun Bin). É aquele tipo de k-drama que parece simples, mas quando você vê, já se apegou a todo mundo. A série se destacou por tratar temas como trauma, relacionamentos abusivos e saúde mental (e se hoje ainda é um tabu no país, imagina em 2016!)


W – TWO WORLDS

Os maiorais da Coreia nesse dorama. Meu coraçã não aguenta! Imagem: Divulgação

Já pensou em entrar num webtoon? É basicamente isso que acontece com Oh Yeon Joo (Han Hyo Joo), que acaba indo parar no mundo criado pelo pai e conhece Kang Chul (Lee Jong Suk). “W” cruza os limites entre realidade e ficção e aposta em uma narrativa metalinguística cheia de reviravoltas, um roteiro bem criativo e diferente do que era feito à época.


UNCONTROLLABLY FOND

Entrando rapidinho no campo dos melodramas, se a ideia é sofrer, esse aqui entrega. “Uncontrollably Fond” acompanha Shin Joon-young (Kim Woo Bin), um ator famoso com uma doença terminal, e No Eul (Bae Suzy), que tem um passado complicado com ele. É drama puro, daqueles de chorar sem dignidade. A narrativa explora destino, arrependimentos e amores interrompidos, reforçando o apelo emocional intenso que marcou muitos dramas da época.


THE K2

Pra quem gosta de ação, “The K2” entrega bastante. A trama segue Kim Je Ha (Ji Chang Wook), um ex-soldado que vira guarda-costas e acaba se envolvendo com a herdeira Go Anna (Im Yoon Ah). Tem política, tem conspiração e tem luta bem coreografada, um combo diferente do romance tradicional. Entre conspirações políticas e jogos de poder, o k-drama se destaca pelas cenas de ação.


LOVE 020

Saindo da Coreia do Sul, “Love O2O” foi um dos grandes sucessos chineses. A história acompanha Bei Weiwei (Zheng Shuang), que é muito boa em jogos online, e Xiao Nai (Yang Yang), que é praticamente perfeito em tudo. É leve, romântico e mistura mundo virtual com vida real de um jeito bem viciante.


GOOD MORNING CALL

Climinha de dorama japonês clássico? Temos. Baseado em um mangá, “Good Morning Call” acompanha Nao (Haruka Fukuhara), que acaba tendo que dividir apartamento com o colega Uehara (Shunya Shiraishi). A convivência vira romance, com muita timidez e situações fofas. Simples, mas funciona muito bem. Apesar de a origem dos dramas ser japonesa, “Good Morning Call” foi um dos primeiros doramas na Netflix e ajudou a introduzir muitos espectadores ao gênero. Ele divide bastante opiniões, mas quem está acostumado com as obras japonesas acha bem tranquilo. Vale a pena conferir!

Eu fiquei com vontade de reassistir todos enquanto escrevia essa lista para vocês, a nostalgia bate com força, viu? Aproveita para dar o play novamente (ou pela primeira vez, nunca se sabe) nessas tramas e entender de onde vem o hype de 2016!