Imagem atual: BTS

Aqui na K4US a gente não cansa de falar do fenômeno BTS e quem acompanha k-pop sabe: toda a construção do grupo aconteceu, entre outros motivos, pela constante troca e interação entre idols e fã-base.  E ARMYs são gigantes. São estimativas de 40 a 60 milhões de fãs fiéis pelo mundo, somando mais de 100 milhões de seguidores no Instagram, Twitter e TikTok.

Por isso, os fãs vivem respondendo lives, tweets e stories, com interações que fazem qualquer post explodir, além do fator “identificação”. São mensagens de “nunca desistir”, como em Love Yourself e You Never Walk Alone, falando direto pros jovens que precisavam de autoaceitação, saúde mental e sonhos reais em uma época em que não se tinha essa abordagem clara em músicas.​

Por exemplo, o RM abrindo sobre inseguranças, o Suga sobre depressão: isso ressoa forte pra quem tá na luta diária. Vejo isso como o grande diferencial, pois essa vulnerabilidade sem filtro faz o público se sentir visto e abraçado.

“O momento do estouro”

No momento que eles explodiram, foi um período de transição pra cultura asiática no Ocidente.A onda Hallyu crescia forte em 2016-2018, com k-dramas como “Descendants of the Sun” (que bateu 38% de audiência na Coreia) e “Scarlet Heart: Ryeo” bombando internacionalmente, abrindo portas ainda maiores para esse mundo.

Assim, antes k-pop era nicho tipo “Gangnam Style” do Psy em 2012 (que chegou ao top 10 da Billboard), mas o BTS surfou essa maré crescente da Hallyu e se tornou pioneiro global: primeiro grupo k-pop a performar no AMA em 2017, primeiro a debutar no top 10 do Hot 100 com “Fake Love” em 2018 e quebrar recordes no Billboard 200.

Isso se deve também ao talento puro que cativa todo mundo: vocais versáteis e insanos do Jin e Jungkook, rap afiado e introspectivo do RM e Suga, além de coreografias sincronizadas e complexas que viraram referência mundial, impossíveis de copiar perfeitamente e que os fãs cultuam como marca registrada do grupo.​

Aliás, importante lembrar que tudo coincidiu com o encerramento do One Direction, quando parte daqueles fãs ficou desamparada, precisando se identificar com algo novo. O 1D anunciou hiato em dezembro de 2015, pós-saída do Zayn, deixando vácuo nas boybands ocidentais. Então, o BTS preencheu perfeito em 2016 com “Blood Sweat & Tears.

Resultado: muitos directioners migraram, atraídos pela humildade dos meninos. Eles respondem fãs individualmente, fazem conteúdo só pra ARMY, sem ego de superstar.
Portanto, vendo um grupo com contato forte nas redes e foco total nos fãs, foi combinação perfeita pro crescimento mensal insano.

Assim, postavam direto no Twitter e VLive (Weverse veio só na pandemia, em 2020), com seguidores subindo em média 2-5% todo mês pós-2017, mais rápido que o 1D em seu pico.E os fãs fizeram sua parte: fanbase de maior poder, propagando para outras narrativas como Bangtan Universe e HYYH.

Além disso, fanfics explodem no AO3 e Wattpad: mais de 230 mil histórias só do BTS, representando cerca de 40% de todo o conteúdo k-pop na plataforma, com crescimento constante desde 2017 e picos em comebacks como “Butter”. Edits no TikTok e YouTube, challenges como #BTSARMYPower que viralizam globalmente, teorias profundas sobre a lore do grupo…Enfim, tudo isso mantém o hype vivo 24/7.

Há uma junção de elementos que fazem com que o BTS tenha se tornado a maior BoyGroup da atualidade. E mais, o próprio septeto tem consciência desse soft power e devolve para os fãs, em forma de conteúdo e agradecimentos, as conquistas que lhe foram dadas.

Literalmente pregam a palavra do BTS aos quatro cantos das redes, transformando fãs em criadores que amplificam o alcance orgânico como ninguém.
Pra mim, e muito provavelmente pra maioria do elenco da K4US, o BTS é o maior boygroup por causa da equação fãs + timing + conexão + mensagens que salvam vidas = império. Não tem como negar essa fórmula perfeita!