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Itaewon Class

Direção: Kim Sung-Yoon

Roteirista(s): Jo KwangJin

Elenco: Park SeoJoon, Kim DaMi, Kim DongHee, Ryo KyungSoo, Lee JooYoung, Chris Lyon, Kwon NaRa, Yoo JaeMyung, Ahn BoHyun, Kim HyeEun.

Título original: 이태원 클라쓰

Episódio(s): 16

Gênero: Drama

Ano de lançamento: 2020/03/31

Plataformas atendidas: Netflix

Estúdio: JTBC

Sinopse: Itaewon Class conta a história do ex-presidiário Park Sae-roy, cuja vida virou de cabeça para baixo depois que ele é expulso da escola por dar um soco em um valentão e seu pai é morto em um acidente.

A vida de Park Saeroyi vira de cabeça para baixo quando ele é expulso da escola por bater num valentão que insistia em fazer bullying com os outros e seu pai é assassinado num acidente. Seguindo os passos de seu pai, ele abre um bar chamado “DanBam” em Itaewon e junto com a gerente e sua equipe, se esforçam para conquistar o sucesso e alcançar novos objetivos.Sinopse retirada do wikipedia (adaptada)

Era só o que se falava, se via e ouvia por aí: Itaewon Class. A timeline foi tomada por comentários que aguçaram a curiosidade sobre a então mais nova preciosidade da Netflix. Além de muitos comentários, ‘Itaewon Class’ ficou por semanas no ranking das séries mais assistidas da plataforma ao redor do mundo e chegou a aparecer no TOP 10 brasileiro também.

Antes mesmo de sua estreia, havia um público que mal podia esperar para ver um dos webtoons de maior sucesso da DAUM ganhar uma versão em live action. Mais de 14 milhões de pessoas acompanhavam a obra que tinha mais de 200 milhões de visualizações até então e já fazia um sucesso estrondoso desde o seu lançamento, em 2017.

Foto: sarakadeelite

Escrita e dirigida por Kwang Jin, o mesmo criador do webtoon,  a trama seguiu o número recorrente de episódios. Foram 16 episódios com duração de pouco mais de uma hora cada e entrou no lugar de Chocolate pelo canal JTBC

“Itaewon Class” fala sobre amizade, lealdade, perseverança, traz temáticas de extrema importância, porém pouco exploradas nos dramas coreanos, abordando, mesmo que superficialmente, tabus como racismo, transfobia, corrupção policial, ressocialização de ex-detentos e muitos outros assuntos que provocam discussões para além da novela. 

História

Park Saeroyi (Park SeoJoon) é um garoto tímido considerado “socialmente inapto”. Sem muitas habilidades para fazer amizades, Saeroyi se acostumou a desfrutar de sua própria companhia. É inteligente, dedicado e sonha em ser policial. Criado pelo pai que é um dos representantes do maior grupo alimentício do país, o conglomerado Jangga, foi educado sob as diretrizes de “nunca abrir mão dos seus princípios”, lutar pelo que é certo e confiar em seus instintos. Isso fez com que seu senso de justiça aguçado desde novinho. Nada e nem ninguém faz esse menino abaixar a cabeça e muito menos desistir do que quer.

O talento de seu pai na área gastronômica despertou nele os mesmos interesses. A vida dos dois muda completamente quando Park SungYeol (Son Hyun-Joo), pai de Saeroyi, é transferido para outra cidade e Saeroyi é expulso da escola no primeiro dia de aula por bater de frente com o valentão que, por coincidência, é filho do chefe de seu pai. 

Dali por diante, a vida de Saeroyi vira de cabeça para baixo. Após um grave acidente seu pai morre e ele toma uma drástica decisão que abala suas estruturas e o obriga a crescer lidando com as consequências. Consequências essas que despertam nele a vontade de buscar a realização de seus sonhos e a lutar por justiça. Saeroyi decide se vingar não importa quanto tempo demore.

Com o passar dos anos e as experiências de vida, amigos fiéis cruzam o caminho do jovem sonhador e juntos formam a “turma de Itaewon” que busca tornar o objetivo distante de Saeroyi uma realidade surpreendente.

Personagens

Park Saeroyi (Park SeoJoon)

Um garoto com o senso de justiça tão grande quanto sua vontade de alcançar seus objetivos. É otimista, sincero, confiante e vai atrás do que quer. Depois de ser expulso da escola por defender um garoto que sofria bullying, tudo muda. Seu pai subitamente morre em um acidente, Saeroyi acaba sendo preso e passa anos estudando e planejando formas de conseguir sucesso na vida por meio da realização de um sonho que tinha com seu pai, além de nutrir uma vontade sem fim de vingança. 

Ainda que seja alguém com dificuldades em se relacionar com os outros, Saeroyi se mostra como alguém leal e consegue ver o potencial das pessoas por mais que elas mesmas não consigam enxergar isso em si. É um verdadeiro líder. 

Jo YiSeo (Kim DaMi)

Jo YiSeo é uma influencer digital muito, muito famosa. Além de ter um QI altíssimo, YiSeo é extremamente boa em tudo o que se propõe a fazer. Seu rostinho angelical e seu carisma não são o suficiente para esconder um traço importante de sua personalidade: ela é uma sociopata. Melhor amiga de Jang GeunSoo, filho mais novo do dono da Jangga, ela conhece Saeroyi por acaso e não consegue tirar a situação que os aproximou da cabeça. É aí que ela se propõe a usar sua influência, seus conhecimentos e seus esforços para tornar o sonho de Saeroyi, uma realidade.

Jang DaeHee (Yoo JaeMyung)

Jang Dae Hee, é o presidente e cofundador do conglomerado Jangga, a empresa do ramo alimentício número um da Coreia. Criou a empresa para tirar a família das ruas e dedicou sua vida a ela. É mesquinho, rude e não mede esforços para pisar em quem for preciso para manter sua empresa no topo. Tem dois filhos, o mais velho rebelde Jang GeunWon e o “bastardo” Jang GeunSoo, seu filho mais novo que quer viver a vida por si, longe da confusão da grande empresa. DaeHee, criou os filhos de forma a acreditarem que o dinheiro serve como moeda de troca para tudo, além de achar que dinheiro e poder são mais importantes que caráter e integridade. Ele e Saeroyi têm uma relação complicada desde o princípio.

Oh SooAh (Kwon NaRa)

Oh SooAh foi abandonada quando criança num orfanato patrocinado pela Jangga, o mesmo onde o pai de Saeroyi costuma ir como voluntário e representante da empresa. Ela cresceu tendo um grande respeito e carinho por ele e o tem como uma referência de pai. Ela e Saeroyi se conhecem quando o pai dele é transferido para outra cidade e eles acabam estudando juntos. Eles se tornam amigos, se apaixonam e têm uma conexão muito grande, afinal passam por muita coisa juntos. Depois da morte do pai de Saeroyi, Oh SooAh é o mais perto de família que ele tem, além de ser uma peça importante na solução do caso. Circunstâncias inesperadas levam Jang DaeHee, o chefão da Jangga, a se interessar por ela e a pagar por seus estudos. Anos depois, ela se torna parte importante da empresa e precisa decidir de que lado está.

Coadjuvantes de respeito

Jang GeunWon (Ah BoHyun)
Filho mais velho de Jang DaeHee, GeunWon é o típico playboy rebelde, inconsequente, criado para ser o sucessor do império da Jangga. Mesmo que tenha lapsos de consciência moral, seu pai faz questão de ensinar e reiterar que dinheiro compra tudo e todos. Ele e Saeroyi não se gostam desde o primeiro momento (é impossível gostar desse garoto).

Choi SeungKwon (Ryoo KyungSoo)
Ex- integrante de gangues perigosas, sem família, e presidiário reincidente, SeungKwon acreditava não ter condições de ter um futuro melhor até conhecer Saeroyi na prisão. Tem uma admiração sem igual por Saeroyi e decide seguir seus caminhos e sonhos, afim de se tornar alguém melhor e quebrar o ciclo ao qual estaria submetido e provar para si e para todos que pode sim alcançar novos horizontes. Basta ter alguém que acredite em seu potencial.

Ma HyunYi (Lee JoonYoung)
Amiga de Saeroyi desde os tempos em que trabalharam juntos numa fábrica, HyunYi é surpreendente, forte, dedicada e leal. Ela trabalha como chef de cozinha no DanBam, a grande aposta de Saeroyi para conquistar seu sonho. Ela e SeungKwon são, sem dúvidas, os grandes companheiros de vida de SaeroYi e estão sempre dispostos a dar o seu melhor. HyunYi destrói barreiras e quebra os preconceitos quando descobrem que ela é trans. 

Jang GeunSoo (Kim GongHee)
Filho mais novo de Jang DaeHee, GeunSoo é o filho bastardo do império Jangga. Totalmente diferente de seus familiares, ele decide viver por conta própria em busca de seu futuro como um jovem qualquer. Melhor amigo de YiSeo, descobre ser apaixonado por ela e está disposto a qualquer coisa para estar em sua companhia. Vê Saeroyi como o irmão que sempre quis ter e o admira por ser quem é.

Kim Toni (Chris Lyon)
Nascido em Uganda, Toni se muda para Seul com o objetivo de encontrar seu pai, que é coreano, e assim, se tornar oficialmente um cidadão coreano. Ele se depara com diversos ataques racistas e preconceitos diante de estereótipos ao longo do caminho, até que se candidata a trabalhar no restaurante de Saeroyi, onde ganha novos amigos dispostos a ajuda-lo a realizar seu maior desejo. 

Trilha sonora

A trilha sonora das séries sempre nos apresenta músicas incríveis e o melhor é que elas passam a ter um significado ainda mais emocional, porque nos teletransporta aos momentos e sentimentos que nos marcaram enquanto assistíamos. Certeza que não será diferente com a OST de Itaewon Class. Com nomes como Gaho, V (BTS), Kim Woo Sung (The Rose), Crush e outros artistas conhecidos, o álbum pode ser considerado completo, afinal lançaram um box com 4 CDS que acompanham vários goods e tudo o que um super álbum tem de bom a oferecer.

Músicas inesquecíveis

Start Over

Escolha melhor que esta como tema das cenas mais icônicas, dificilmente terá. A própria letra da música tem tudo a ver com a pegada da série e fala sobre seguir seus sonhos e perseverar, o que é pregado o tempo todo nas falas dos personagens.

“Eu terei tudo o que quero, porque este é o meu sonho”

가호 – 시작 [이태원클라쓰 OST Part.2
Sweet Night

A música ‘Sweet Night’, composta, produzida e cantada por Taehyun, o ‘V’ do BTS, é considerada como uma das grandes músicas do ano e apareceu nos charts de diversos países incluindo rankings da Billboard, iTunes americano, rankings do Japão e por aí vai.

Ela embala as cenas mais emocionantes da vida de Saeroyi. Tem tudo a ver, porque na própria letra aparecem conflitos internos do personagem, além do título ser, literalmente, a tradução do nome do bar, DanBam.

OBS => Esse nome também é uma referência à cena de Saeroyi com o pai dele bebendo soju no primeiro episódio. DanBam se chama “noite doce”, porque expressa a vontade que ele tem de todos os dias ter um dia surpreendente, um dia bom, um dia doce. Assim como o soju que, mesmo amargo, desce docemente para os dois quando estão juntos e têm um dia impressionante/ emocionante.

O impacto de “Itaewon Class” no Turismo

O drama todinho é de uma magia incrível que instiga até mesmo a quem não está acostumado com a estética sul-coreana impressa em suas produções. A locação de mais impacto ao longo da trama é mesmo o bairro de Itaewon e ele em si já é um cartão postal. Porém, pontos que já eram conhecidos por lá, passaram a ter ainda mais visibilidade depois do lançamento e isso é um fato. Mas sempre que há uma série de grande sucesso, os espaços são ressignificados e a identificação da cena x realidade se torna algo inevitável.

O criador do webtoon, KwangJin tem um restaurante temático na região com o nome de “Honey Night” e trouxe uma adaptação para a série, que usou “Sweet Night” como nome. Como a locação é pertinho uma da outra e quase tudo foi gravado “na rua”, é possível andar por lá e sentir o clima transmitido na série, já que Itaewon é bem como falam: Um bairro animado, onde se encontra o mundo.

Crítica e opinião

O bacana de assistir à “Itaewon Class” é que a série é dinâmica. Muita coisa acontece em cada episódio e a riqueza de detalhes pede até uma reassistida. Por mais que muita história seja contada num único episódio, na maioria das vezes, tudo se passa de forma coesa e com poucos furos. O fato do criador do webtoon fazer parte da criação da série também, pode ser o grande responsável por isso. Trouxe uma riqueza de detalhes muito grande para a adaptação. Os personagens são fortes, intrigantes, interessantes e se interligam em momentos diferentes e nos dá a sensação de que até mesmo os coadjuvantes são pontos chave – e são.

A captura de cenas no bairro jovem de Itaewon faz jus ao lugar que é cheio de vida não importa a hora e o dia da semana. Lá é bem como apresentam, se pode ver e conhecer o mundo. Há pessoas de todos os lugares, mas senti falta de ver essa diversidade representada nos estrangeiros que apareciam como figurantes, por exemplo. Sempre apareciam pessoas com um padrão específico, americanizados ou europeus e não é bem assim que se caracteriza o bairro. 

De maneira geral, a série trás um roteiro muito bem escrito, um elenco maravilhoso e poucas coisas ficam mau resolvidas. É possível conhecer cada uma das pessoas como se fôssemos pessoas que vão se conhecendo aos poucos, sabe? Nos identificamos com suas histórias e isso é ótimo, porque nos aproxima do que está sendo contado

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Quebra de tabus

“Itaewon Class”, definitivamente não é como todos os outros dramas. Normalmente assistimos já sabendo o que acontecerá e tudo sempre segue uma linha certa de desenvolvimento, o que não gera muita surpresa ao longo dos episódios, mas neste caso, sempre que temos uma ideia do que vai acontecer, booom! O curso da história muda. Claro que existe um padrão, mas IC busca quebrar um pouco isso. 

Este foi o primeiro drama que assisti que traz questionamentos, mesmo que superficiais, sobre aspectos podres da sociedade como racismo e o preconceito. É importante termos em mente que mesmo que seja uma abordagem inicial/superficial, só o fato de gerar discussão, de levantar a temática, num ambiente onde estas questões são sempre abafadas, faz com que as coisas comecem a mudar, já que a informação e o conhecimento chegam para outras pessoas.

A vinda de Toni, um homem preto, metade africano e metade coreano para a história que se passa no lugar mais multicultural da Coreia é grandiosa. Muito se fala sobre xenofobia, mas pouco se mostra na vida real. Na trama, Toni (Chris Lyon) passa por diversos episódios de racismo, o mais expressivo quando ele é barrado de entrar na balada por ser preto, algo que, infelizmente, acontece e muito (não só na Coreia). A todo momento ele precisa se explicar quando se declara coreano e fica evidente a desconfiança que gera quando fala sobre seu pai e o espanto quando descobrem que – nossa, caramba! Que absurdo (doses fortes de ironia aqui) – ele não fala inglês, é impagável. O cara fala coreano fluente e as pessoas se chocam com o fato dele não falar inglês. Inclusive, a contratação dele usa justamente por esse detalhe. – TONI MARAVILHOSO!

Ator Chris Lyon (Toni)

Muitos não dizem diretamente, mas reagem com “como assim, coreano?” e mostram seus olhares tortos por conta da cor da pele.  Isso acontece até mesmo com sua avó, antes de descobrirmos a relação entre eles. Kim Toni está na Coreia a procura de seu pai para conseguir sua cidadania coreana. Ficamos sem saber se ele realmente consegue a cidadania por meio de sua avó, o que poderia ter sido melhor trabalhado.  

 Ver uma história como a dele traz uma discussão super importante. Ninguém nasce desconstruído e o racismo existe e existe de diversas formas. Jo YiSeo, a garota descolada, super globalizada, acostumada com o mundo da internet onde há todas tribos e pessoas de diversos lugares, se mostra preconceituosa e racista também. Com o tempo ela percebe a discriminação em seus discursos e atos e busca  mudá-los. É muito sobre abrir a mente e buscar aprender com os outros. É ter empatia e saber buscar modificar a si para modificar também o mundo ao seu redor.

Outro personagem icônico que quebra barreiras é Ma HyunYi. Interpretada por Lee JoonYoung, HyunYi é uma mulher trans que vive a vida lutando contra os preconceitos e se vê numa situação complicada quando é exposta sem sua permissão para o país todo.

O sofrimento dela com os julgamentos das pessoas, com o julgamento da sociedade para aceitar o “diferente” é abordado em alguns momentos, mas a cena mais emocionante é a cena da final do programa de TV o qual representava o DanBam, justamente quando os noticiários todos falavam sobre ela ser transgênero e sua participação havia sido posta em cheque. Em busca de um pouco de paz longe dos olhares e comentários maldosos, HyunYi se esconde no banheiro e logo ouve que ali não era o seu lugar por ser o “banheiro feminino”. Absurdo e doloroso é pensar que ainda hoje coisas assim acontecem com pessoas reais e é impossível não se emocionar com as cenas seguintes.
Lindo demais ver que os amigos estavam ao lado dela e a força que ela transmite na cena ao entrar no palco encarando e mostrando quem é diante de todo mundo, de frente para as câmeras, entrando com tudo no set do programa com toda determinação, orgulho de ser quem é, é emocionante.

“Eu sou uma rocha
Eu sou uma rocha, podem me ferir
E eu nem vou piscar porque eu sou uma rocha
Podem me surrar
eu sou a rocha mais sólida
Podem me deixar no escuro
Eu sou uma rocha com luz própria
Não quebro, não viro cinzas e não viro pó porque desafio a natureza.
Eu sobrevivo
Eu sou
Eu sou UM DIAMANTE”

Poema de GwangJin utilizado no drama

HyunYi prova para todos que ser transgênero não a faz menos capaz de realizar o que tem vontade. Não tem a ver com capacidade de fazer nada, não tem a ver com o que os outros esperam que ela seja, não tem a ver com as expectativas dos outros. HyunYi é essa menina incrível que conhecemos, esforçada, dedicada, uma amiga sem igual, é atraente e um diamante que transmite sua luz contagiante ao seu redor. Ela tem tanto direito quanto os outros para estar onde está. Sua vida, seus sentimentos e seus esforços importam. Assim como aconteceu com Jo YiSeo, SeungKwon também foi se desconstruindo e se libertando de um background extremamente preconceituoso que veio de seu convívio e reconhece a força de HyunYi. Ele a respeita como é (é o mínimo, né nom?! Mas é bacana ver que as pessoas podem mudar e aprender com os outros.)

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O drama dá um show em todos os quesitos. Ver os personagens se desconstruindo diante das realidades a que são apresentados, é algo que dá gosto de ver. O casal principal, pouco convencional vai se formando com o tempo criando laços de confiança sem se basear em relacionamentos abusivos e as reviravoltas entram como um bônus. 

Assim como nas telinhas, as histórias dos personagens nos enchem de esperança, nos fazem questionar nossas escolhas, nossa vida e servem como um gás para acreditarmos em nós mesmos, em nosso potencial, focarmos no que nos é importante sem deixar de lado quem está sempre conosco. Saber que não estamos sozinhos e há pessoas que confiam em nós,  faz toda diferença. Se identificar é inevitável. Essa série diz muito sobre tantas coisas boas que é difícil não se tornar um dos seus dramas preferidos também. 

As conquistas tidas com pessoas que gostamos, respeitamos, admiramos por perto, deixam nossas noites mais doces e é isso o que desejo a vocês que leram esta resenha até aqui. Que vocês possam ter noites doces também, até a próxima!

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E aí, deu vontade de assistir? Conta pra gente o que você achou de Itaewon Class!

Texto por Giu | Revisão por Savi | Equipe de redação da K4US
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