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Artistas dividem suas experiências dentro da indústria da música pop coreana.


Aviso: Este artigo não tem como objetivo generalizar as experiências de todos os idols sul-coreanos, mas sim informar sobre as diferentes realidades existentes dentro da indústria. 

Vídeo clipes coloridos, refrões chiclete e coreografias poderosas: esses provavelmente são alguns dos aspectos mais conhecidos do K-Pop. Mas entre os palcos e os bastidores a história é outra. Somente quando estouram os escândalos, sabemos de parte das muitas verdades que envolvem este mundo ou quando os próprios artistas resolvem dividir com o público suas vivências dentro da indústria musical. 

Os vínculos contratuais com empresas, no entanto, dificultam que idols ativos no mercado do K-Pop falem com completa honestidade sobre suas experiências, deixando a missão nas mãos daqueles menos receosos sobre as consequências ou de quem já não faz parte deste universo, como: Francesca MinJi Ahn (28) ou Cheska, stage name que adotou durante sua carreira no grupo feminino Fiestar; Daniel Chae (29), o Daniel do boy group DMTN, e Jiae (26), que atuava como vocalista principal do girl group WA$$UP

A convite da K4US, os três relataram, com exclusividade, o que viram, viveram e venceram dentro da indústria sul-coreana de entretenimento.

 

Sobre trainees, condições de vida e contratos

Naturalmente o período de treinamento dos idols já é difícil. Além da pressão para alcançar expectativas dos treinadores e da empresa, os jovens muitas vezes precisam equilibrar as longas horas de treino com a rotina escolar. O simples fato de ser a realização de um sonho, também já coloca essas pessoas em uma situação de vulnerabilidade a possíveis abusos e descasos por parte da empresa.

Minji, antes de se tornar a Cheska do Fiestar, foi atraída dos Estados Unidos para a Coreia com a promessa de se tornar a segunda BoA. Mas as condições com as quais tinha que viver antes de se tornar uma estrela não eram nada brilhantes. “Acabei morando em saunas por meses, carregando três malas e praticando todos os dias em uma empresa muito pequena”, conta a atual streamer, que chegou a desistir por algum tempo, antes de voltar para tentar a sorte como integrante de um grupo de K-Pop.

Sua experiência como trainee e, mais tarde, como integrante do Fiestar, não foi exatamente melhor: “eu recebia US$ 450 por mês, que mais tarde, quando eu queria deixar a empresa, descobri que era um empréstimo.” O valor deveria ser usado para alguns serviços que muitos acreditam ser oferecidos pelas próprias agências desde a alimentação, composta por uma rigorosa e cara dieta imposta pela empresa, até cuidados com a pele cabelo; unhas; massagens; e qualquer tipo de aula, como de canto ou dança.

 

 

Fiestar: Quando Minji ainda atendia pelo stage name ‘Cheska’

Com uma rotina intensa e pouco tempo disponível, os trainees acabam com poucas opções para pagar esses empréstimos disfarçados de investimentos. Muitos procuram empregos de meio-período, na tentativa de depender menos do dinheiro fornecido pela empresa. Porém, só quando debutam, e teoricamente passam a fazer uma quantia considerável de dinheiro, é que conseguem ter maiores condições de pagar essa dívida.

“Geralmente a maioria das empresas exige que você pague uma certa quantia da dívida antes de distribuir contracheques. Não importa o quanto você trabalha, se não atingir essa quantia necessária, você sairá sem nada,” explica o atual o fotógrafo e produtor Daniel Chae (DMTN), sobre uma situação que Jiae (WA$$UP) conhece intimamente.

Daniel em seus dias como integrante do Dalmatian/DMTN

 

WA$$UP: A estreia de Jiae na indústria

Segundo a cantora, houve ocasiões em que precisava comparecer a três eventos por dia, além das diversas promoções na China, e, ainda assim, ela nunca recebeu pagamento durante seu tempo de grupo. “Muitos representantes de entretenimento da Coreia fazem contratos injustos para favorecer seus próprios interesses. Foi por isso que quebramos o contrato,” justifica Jiae, que, apesar da experiência, segue na indústria e atualmente está em carreira solo.

 

Sobre pressão psicológica e suas consequências

O período entre 2019 e 2020 é, provavelmente, o momento em que os fãs de K-Pop mais viram idols se afastando de suas atividades para focar nos cuidados com a saúde física e, principalmente, mental. 

Nesse último ano, foram mais de dez ídolos nessa situação. O número pode parecer baixo, mas o K-Pop teve períodos em que os artistas nem ao menos comunicavam ao público sobre seus problemas de saúde, tampouco deixavam de trabalhar por isso.

Apesar da indústria não ser a única vilã desses casos, ambiente e condições de trabalho definitivamente contribuem para o desenvolvimento de más condições físicas e mentais. Desde o período como trainees até a vida como idols, esses artistas são submetidos às mais diversas pressões psicológicas.

No caso de Jiae, o reflexo dessa pressão se fez presente em seu comportamento mesmo que inconscientemente: “eu poderia ter tido algum tempo para mim, mas eu mesma me tranquei. Eu só ia para a sala de ensaio ou para o café todo dia,” conta a cantora sobre seus dias de treinamento.  

Até mesmo nos dias de hoje, ela não entende bem a relação que fazia entre um bom desempenho como cantora e a ideia de se privar das próprias liberdades . “Eu acho que era algum tipo de transtorno obsessivo-compulsivo,” confessa. 

Para Minji, que relata uma carreira repleta de situações problemáticas, as limitações e imposições por parte da empresa eram diretas e foram das mais sutis às mais radicais. A streamer afirma que teve todas as músicas de seu iPod substituídas por músicas determinadas pela agência, e que era impedida de falar em inglês. Ela conta que também foi orientada a pedir que amigos e familiares excluíssem fotos com ela, para que os fãs não identificassem as mudanças feitas através de cirurgias plásticas.

Essas instruções, aparentemente inofensivas, somaram-se a outras formas de assédios psicológicos e sexuais, que transformaram o sonho de Minji em um verdadeiro pesadelo. Ela resume: “a vida de idol me deu depressão, ansiedade, TDAH, transtorno de personalidade paranoica, insônia, baixa auto-estima e pensamentos suicidas.”. O suficiente para que, eventualmente, ela deixasse a indústria, sem planos de retorno.

Após experiências na indústria, Minji e Daniel deixaram a carreira de idol para trás

Apesar de uma relação menos conturbada com a empresa que gerenciava seu grupo, Daniel também reconhece a dificuldade de manter o estilo de vida de um idol. “Viver diariamente para ganhar a aprovação dos outros não parecia mais um jeito saudável de se viver. Eu estimava e ainda estimo todo o amor e suporte, mas percebi que tentar sobreviver nesse jogo se tornou deteriorante para minha saúde mental.”

 

Sobre leis e escândalos

Uma legislação com o objetivo de proteger os profissionais da indústria talvez atenuasse boa parte desses abusos, danos físicos e psicológicos. Mas, atualmente, a única lei nesse sentido visa o bem estar apenas dos menores de idade que trabalham na indústria coreana de entretenimento.

A lei garante, a jovens de até 18 anos, alguns direitos básicos, como descanso e estudo, e carga horária reduzida artistas de até 14 anos só podem trabalhar 35 horas por semana, e a faixa etária dos 15 aos 18 anos tem limite de 40 horas de trabalho por semana. Além disso, a determinação torna ilegal induzir menores a vestirem roupas muito reveladoras e performar coreografias sexualmente sugestivas.

Aprovada em 2014, a lei definitivamente pensa em uma parcela especialmente vulnerável do mercado, mas seu cumprimento e eficácia são questionáveis. 

Em 2018, por exemplo, se tornou público o caso dos integrantes da banda TheEastLight, que sofreram violência física por três anos, nas mãos do CEO e de um produtor da Media Line Entertainment, empresa que gerenciava o grupo. Apesar do abuso ser inaceitável em qualquer faixa etária, a lei não garantiu o bem estar desses jovens, como tem por objetivo.

Com ou sem legislação no mercado, cresce o número de escândalos que têm idols como vítimas, e aumenta também o volume de controvérsias causadas pelos próprios artistas. Nessas situações, os ídolos é que acabam prejudicando o outro extremo da relação: as empresas.

“Você tem que entender que uma decisão errada pode comprometer toda a sua equipe. Então, com toda a honestidade, eu não culpo minha antiga empresa ou qualquer empresa que decida salvar a si mesma, cortando um artista por suas decisões idiotas. Não estou tomando lados, estou apenas dizendo a verdade, eu teria feito o mesmo,” declara Daniel Chae.

O fotógrafo e produtor, que se envolveu em um escândalo enquanto integrante do DMTN, acredita que iniciou sua carreira com a mentalidade errada e, por isso, acabou tomando decisões equivocadas. Apesar de acreditar que todos somos passíveis de erros, o ex-idol também defende que você não pode culpar uma indústria ou empresa por suas falhas. “Como artista, você precisa se preparar para quando a merda explodir, se você for pego fazendo algo que outras pessoas levariam um tapa no pulso por fazerem,” afirma.

A declaração de Daniel entra em acordo com um caso recente e muito repercutido no fandom de K-Pop: o do Wonho, do Monsta X. O cantor, que recentemente foi inocentado das acusações de uso de drogas, declarou em entrevista à Dispatch  que seu afastamento do Monsta X foi uma decisão que tomou, considerando os danos que pudesse causar à imagem do grupo.

 

Sobre ser ou não ser você mesmo

Como fãs e consumidores assíduos dos conteúdos produzidos por nossos ídolos e grupos favoritos, muitas vezes acreditamos conhecer essas figuras. Mas o que escândalos vem provando nos últimos anos, é como estamos longe dessa intimidade que acreditamos ter com nossos artistas favoritos.

Um grande exemplo disso é o caso da boate Burning Sun e seus derivados, que expuseram a verdade sobre a índole de diversos idols. Os envolvidos se mostraram verdadeiros predadores sexuais e, ainda assim, muitos fãs seguem defendendo-os muito disso devido a essa ideia, incentivada por empresas do meio e promovida pelos próprios idols, de que fãs conhecem a verdadeira natureza de seus ídolos.

Na verdade, dentro de um ambiente cheio de limitações pessoais e questões psicológicas, como já citado anteriormente, algumas vezes nem mesmo os próprios artistas têm a liberdade de se conhecer completamente. 

Jiae, que se assumiu bissexual em 2019, nem considerava sua orientação sexual enquanto parte do grupo WA$$UP. “Não importa se você é heterossexual, gay ou bissexual, você não estará permitido a ter nenhum tipo de relacionamento. Eu não podia me tocar de que era bissexual nessa situação, já que eu não tinha nem a liberdade de pensar por mim mesma,” conta.

“Eu não espero que eles me entendam, mas tenho esperanças de que não joguem pedras e não me julguem ou me insultem,” desabafa a cantora, que se preocupa com a recepção do público agora que busca seu caminho na música em carreira solo. Apesar do receio, nessa nova fase, ela pretende apostar em sua própria identidade não apenas quando se trata de assumir sua orientação e namorada, mas também na música. O plano é focar no estilo em  que ela sempre quis trabalhar, mas não pôde durante os anos no grupo. 

Apesar de não atuar mais no ramo, Minji tentou se manter na indústria após sair do Fiestar, já que em sua época como integrante, também teve sua real personalidade anulada. 

“Eu era forçada a ser a fofa,” declara a streamer. Segundo ela, a empresa não determinou nenhum papel às integrantes, antes do debut, mas após uma atuação de “aegyo”, como acontece frequentemente nos programas com artistas, as próprias integrantes colocaram Minji nessa posição, mesmo que não fosse um traço de sua personalidade. 

“Todo mundo tem um lado fofo natural, mas não é tão fofo quando você tem que forçar,” expressa.

 

Sobre competição

Minji reconhece que seus tempos de idol reuniram uma série de experiências negativas ou, como ela mesma chama, “o lado sombrio do K-Pop”. Enquanto alguns idols podem ver algum conforto no meio das dificuldades da carreira em seus companheiros de grupo, Minji encontrou mais problemas.

A tão comentada rivalidade feminina, que muitos fãs supõem acontecer dentro de alguns grupos, de fato acontecia no Fiestar, segundo a streamer. E, mesmo sendo o principal alvo das injustiças geradas por essa competição entre as integrantes, precisava esconder essa situação do público. 

“Eu gosto de ser honesta e falar a verdade. Me sentia culpada, triste, deprimida, e todos os tipos de outras emoções negativas por anos e anos. Eu sentia que ninguém me entendia e estava cansada de esconder informações e o que eu passei”, conta Minji sobre o processo de decisão que a levou a dividir suas experiências com o público.

Após uma primeira postagem, expondo o bullying que sofreu de algumas integrantes do Fiestar, ela voltou a abordar o assunto recentemente em suas lives via Twitch. Alguns relatos e opiniões expressados nas transmissões geraram uma repercussão negativa para a ex-idol, mas também revelaram aspectos preocupantes de sua experiência.

Segundo Minji, no Fiestar, apenas duas integrantes não praticavam bullying, as outras, incluindo ela, intimidavam umas às outras repetidamente. Os ataques, que eram direcionados a quem recebia atenção do público, ganharam vida através de um rumor que rodava no K-Pop.

“Me foi dito que os grupos mais competitivos eram os mais bem sucedidos por exemplo, Girls’ Generation,” conta Minji, que afirma também não saber da veracidade da informação. A streamer adiciona ainda que hoje acredita que as melhores chances para um grupo se tornar bem sucedido residem no bom relacionamento entre seus integrantes algo vivido por Jiae e Daniel até os dias de hoje. 

Apesar de seus grupos não estarem mais ativos, ambos tiveram uma experiência repleta de apoio e incentivo, por parte de seus companheiros e companheiras de grupo, longe de toda essa rivalidade tóxica. 

“Houve muitas brigas e momentos em que a merda bateu no ventilador, mas nós sempre resolvíamos a questão e voltávamos para o trabalho,” afirma Daniel sobre o grupo de amigos que define como sua família. 

A amizade entre as ex-integrantes do WA$$UP também segue firme desde os dias de treinamento. Jiae explica que, agora que não trabalham mais juntas, se sentem ainda mais confortáveis para conversar, além de saberem exatamente o que não gostam umas nas outras. 

A amizade que se iniciou entre elas durante os tempos de grupo, permitiu que as lembranças não fossem carregadas de sentimentos negativos: “nós passamos pelos momentos mais especiais e preciosos das nossas vidas juntas, então eu acho que ainda temos muitas memórias boas.”

 

Sobre a experiência feminina

Uma das principais pautas do feminismo sul-coreano, a igualdade de gêneros em ambiente de trabalho, ainda tem um longo caminho pela frente até mesmo no K-Pop. Apesar de ficar evidente que os homens da indústria também passam por momentos de extrema dificuldade, é necessário reconhecer que as mulheres do mercado passam por situações muito específicas, indo desde assédio sexual e moral até pressão estética, desvalorização profissional e sexualização.

Jiae, cujo grupo debutou tendo o twerk como estilo principal, conta que quando estreou, aos 19 anos, se sentia sobrecarregada pelo conceito sexy. “Eu era uma estudante do ensino médio na Coreia. É claro que muitos fãs amavam o nosso grupo, mas naquele tempo nós fomos criticadas na mesma medida,” conta. 

De início, a cantora sentiu a gravidade da sexualização do corpo feminino. Querendo ou não, sua dança, suas roupas e seu trabalho, eram encarados de forma negativa pelo simples fato de ir contra o que o público considerava certo para um grupo de mulheres performar.

Por outro lado, essa mesma repercussão mudou sua percepção em um segundo momento. Para a cantora, foi preciso reconhecer que mesmo uma atenção negativa do público, poderia ajudar na popularidade de seu grupo. Só assim parou de se importar com o olhar alheio, para passar a promover sem preocupação ao lado das outras integrantes.

Minji, por sua vez, experimentou um dos principais temores de qualquer mulher: “já se aproveitaram de mim com a desculpa de que isso me daria uma carreira promissora,” confessa. Ela explica que até já tinha escutado falar sobre histórias de assédio na indústria, mas só acreditou quando ela mesma se tornou uma das vítimas.

Mesmo hoje, anos após o ocorrido, ela não se sente completamente à vontade para falar sobre o assunto, que faz vítimas não apenas nos bastidores do K-Pop, mas às vistas de todo o público.

 

Só quem viveu sabe

Em 2019 vimos a indústria do K-Pop deixando de ser assunto apenas no meio daqueles que acompanham, para ganhar destaques em grandes publicações da imprensa tradicional. Foram inúmeros artigos sobre o “lado sombrio do K-Pop”, os quais falavam sobre como o gênero musical era a causa de tragédias e escândalos.

A relação de causa e efeito, porém, não é obrigatória. E muitos dos problemas da indústria, apontados por essas publicações,  refletem comportamentos sociais — as longas horas de treinamento de idols, por exemplo, podem ser comparadas aos longos períodos de dedicação aos estudos, praticados pelos jovens, e as longas jornadas de trabalho, exercidas por adultos.  

Devemos considerar ainda que não apenas a indústria sul-coreana apresenta esses aspectos e que a experiência neste mercado não necessariamente é permeada unicamente por experiências negativas. Minji reconhece que nem todo mundo vive o que ela viveu, e acredita que teve azar ao experimentar muito desse lado negativo da vida idol: “eu espero que nenhum outro futuro idol de K-Pop passe pelo que passei,” conta.

E se por um lado a streamer alerta sobre dificuldades, no intuito de que outros trainees e idols não enfrentem o mesmo que ela, Daniel lembra que também não se pode esperar por uma vida fácil.

“Cada pessoa é atraída [para a indústria] com o mesmo propósito: dinheiro, fama, segurança e com sorte uma vida fácil. O que as pessoas não entendem, é a quantidade de trabalho que vem com a gravação de um álbum, com a filmagem de um vídeo clipe, sessões de foto, etc. Há um equívoco entre aqueles que estão começando agora, de que ser cantor/artista é mais fácil do que conseguir um emprego bem pago após a faculdade,” resume o fotógrafo.

Ele afirma que aproveitou sua vida como um idol, mas não acha que valha a pena a quantidade de estresse que passou, para uma carreira de tão curta duração. Diferente de Jiae, que segue carreira na música, dessa vez com a responsabilidade de ser a única mulher LGBTQ+ no mercado atual.

Segundo ela, se pudesse voltar no tempo e aconselhar sua versão mais nova, diria que a indústria do entretenimento não é lugar para ter medo ou se sentir desencorajada. “Ainda que o resultado fosse o mesmo, eu acho que seria a Jiae do WA$$UP.”


Texto por Bea, tradução por Letícia, Chel, Annyie e Ely | Equipe de redação da K4US
www.k4us.com.br | Não remover sem os devidos créditos.

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Bea
Postado por
Bea
Carioca, 26 anos, jornalista e carmy. Se pudesse passaria meus dias comendo batata frita, sorvete e lendo fluff, como não posso: trabalho, passo mais tempo do que devia no twitter, como batata e leio fluff nas horas vagas. Presa numa areia movediça chamada K-Pop há dez anos (sem previsão de conseguir sair).
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