O músico coreano Dabit esteve no Brasil em outubro/2018, passando por vários estados apresentando sua música. Graças ao K-Experience, pudemos fazer uma entrevista para sabermos mais sobre seu trabalho, e conhecer mais intimamente seus gostos pessoais.

Descobrimos que ele é louco por comida, assim como nós (a maioria dos brasileiros)! Já está mais que habilitado para fazer morada no Brasil! Fica Dabit, nunca te pedimos nada!

 

QUEM É DABIT? 

Seu nome na verdade é David Kim (Dabit foi estilizado para a forma como coreano pronunciam o nome David, devido a dificuldade em falar o V. Interessante, não?!), o nome coreano é Kim Jeong-Wook, e ele nasceu em 5 de dezembro de 1989. Ele é um cantor solo coreano-americano, que estreou oficialmente em dezembro de 2013, e o fandom se chama “Dalbit”. O jovem ja trabalhou como MC em programa de rádio da Arirang Radio, e agora pretende focar-se na carreira de ator.

Seu trabalho mais recente, “Gimme Magic”, foi lançado em fevereiro de 2018, e você pode conferir abaixo:

Nessa entrevista nos deparamos com um jovem atencioso, divertido e extremamente sincero! Que talvez tenha descoberto o programa de culinária da Ana Maria Braga ou da Vovó Palmirinha, tradicionais apresentadoras de programas de comidinhas da TV brasileira. Não, ele não virou fã. Mas se interessou pela diversidade de comidas do BR.

Conversamos em inglês com ele, e reparamos algumas características linguísticas bem fortes, acreditamos que vocês também irão perceber ao longo das respostas, o que torna cada conversa com Dabit ainda mais interessante. Confira tudo isso abaixo!

ENTREVISTA

1) O que a música significa para você?
Música significa se expressar e eu quero que me minha música reflita meu crescimento como pessoa e como artista. Então acho que música é basicamente a minha vida.

2) Como artista, qual mensagem você quer passar aos seus fãs?
Apenas… “Obrigado”. Obrigado por apoiar minha música. Quer dizer, minha forma de arte basicamente depende dos meus fãs e meus ouvintes para realmente interagirem comigo e me dar muito amor, e isso é algo que você não vivencia todos os dias. Então eu sou sempre muito grato, sem eles eu não seria nada.

3) Qual das suas músicas você gosta mais e por quê?
Eu acho que “Gimme Magic”, porque reflete o “meu eu” atual. Então, meus outros singles, eu os amo também mas… Eles são o “eu” de dois anos atrás, de três anos, de cinco anos atrás, mas “Gimme Magic” sou “eu” em 2018. Então eu acho que “Gimme Magic” é o meu favorito.

4) Onde você procura inspiração para suas músicas?
Eu procuro inspiração no dia a dia e, se eu não consigo encontrar inspiração para minhas letras ou algo assim, eu vou a uma cafeteria. Em uma cafeteria tem tantos tipos diferentes de pessoas ao seu redor, que você recebe uma energia diferente e isso me ajuda com minhas letras e em criar novas melodias, então… Às vezes eu vou a cafeterias, esse é tipo um segredo meu.

5) Com quantos anos você percebeu que queria seguir carreira artística?
Eu acho que soube que queria me tornar um cantor desde os 12 anos de idade? Sim, acho que por volta dos 12 anos, foi quando ganhei meu primeiro álbum de presente, porque antes disso eu tinha que roubar os álbuns dos meus irmãos para ouvir as músicas. Os meus irmãos… Tão constrangedor! Eles tinham tipo, Ricky Martin? (*rindo descontraidamente*) Então eu me lembro de cantar “she’s got the superstition”, sabe? “Livin’ la vida loca”, esse tipo de música, eu conheci Backstreet Boys… Mas os primeiros álbuns que eu ganhei foram de Kpop: O primeiro álbum da Lee Hyori […] e o primeiro álbum do Brown Eyed Soul. 

6) Você tem algum talento secreto?
Eu meio que sei cozinhar (*risos*). Eu sei que eles [os fãs] sabem que eu gosto de comer, mas eu também gosto bastante de cozinhar. Não posso dizer que sou muito bom, mas eu sou bem bom.

• Qual é a sua favorita?
Agora eu estou explorando comida indiana, então eu tenho cozinhado bastante comida indiana, então… é.

7) O que veio à sua mente quando você soube que viria ao Brasil?
Primeiro eu pensei “quem no Brasil sabe quem eu sou?” (*riso fofo*). Porque eu realmente não achei que alguém fosse me conhecer, mas eu fiquei muito surpreso que haviam muitas pessoas que de verdade iriam me ver, sim, foi bem surreal. Mas, é, eu fiquei chocado, essa foi a minha primeira reação. Eu pensei “sério? Você tem certeza?”. Eu estava esperando que cancelassem, porque pensei que me diriam “ah, ninguém quis vir”, mas foi incrível! Eu conheci muitas pessoas legais.

8) O que você fez no seu tempo livre no Brasil? Você foi visitar algum lugar?
Nós não visitamos muitos lugares, mas quando eu tinha tempo livre… Na verdade eu só assisti TV. Você sabe, eu nem sabia o que estava assistindo, eu só passava os canais, então pensava “ah, isso parece interessante”, então assistia. Mas tinha esse canal de culinária e aparentemente é o mais antigo… Tinha uma mulher mais velha. Ela não era muito velha, talvez uns 50 ou 60 anos? Mas aparentemente ela é a apresentadora mais antiga de um programa de culinária.
Digo, eu amo comida, então obviamente eu fui para o programa culinário e fiquei interessado naquilo.  Então, é, eu vi isso e eu observei muito as pessoas. Eu fui ao Starbucks e olhei para as pessoas. Eu só os encarei, e eles me encaravam de volta e ficavam meio assustados (*risos*)… Mas é, eu amo observar as pessoas e ver os diferentes tipos de energia. Porque dessa vez, como eu estava muito cansado, eu não queria me mover muito? Então eu fiz coisas em que poderia ficar sentado.

9) Essa é sua última cidade. Como foi a turnê?
A turnê foi bem agitada, mas acho que isso é bom, porque todas as pessoas que me apoiam foram muito atenciosas e enérgicas, e eu recebi muita energia delas. E a cada performance, mesmo que eu estivesse cansado, ou que eu pensasse que estava ficando doente ou algo assim, eu fui capaz de dar 120%. Eu sinto que não tenho arrependimentos, sabe, de dar o meu melhor para eles e eles darem seu melhor para mim? Então, é, foi ótimo, eu me diverti muito no Brasil e espero poder voltar de novo.

JOGO

Convidamos Dabit para um jogo de bate-volta que ele prontamente aceitou, e pareceu se divertir, pois algumas respostas foram na lata, outras foram mais pensadas. Confiram!

Cor favorita: Laranja
Animal favorito: Pantera negra
Sabor de sorvete favorito: Pecan Praline (noz pecan e caramelo)
Filme favorito: Universidade Monstro
Uma música que nunca sai da sua playlist: Ultimamente eu tenho ouvido muito Yebba e sua música “Evergreen”. Ela fez uma parceria com o Sam Smith, mas ela finalmente lançou seu primeiro single solo que se chama “Evergreen” e é uma das minhas músicas favoritas. Essa é provavelmente uma das únicas músicas que eu fico emocionado ao ouvir, porque é maravilhosa.
Uma boa memória: A comida brasileira!
Um conselho: Saiba o que você quer e trabalhe duro para chegar onde quer estar.


Agradecemos a KEX por nos garantir essa entrevista com o Dabit. Agradecemos a produção do cantor, que liberou nosso bate-papo. Por fim, mas não menos importante, agradecemos ao Dabit por tão sinceramente responder nossas perguntas e dividir com os fãs brasileiros um pouco de seu talento, trabalho e personalidade!

 

Entrevista realizada por Karol Vilas Boas, membro do KEX.
Perguntas por Bea e Chugga | Traduções para este projeto por Larissa, Bea e Brunna | Texto e revisão por Chugga
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