Você quer uma série com girl power, conceito de época, romance muito fofo e muitas ideias para refletir? Então toma, assiste Hae Ryung – A historiadora!

 


 

Ficha Técnica: 

Gênero: Histórico, Comédia, Romance, Drama, Política

Período de exibição: 17/07/2019 – 26/09/2019

Diretores: Kang Il Soo e Han Hyun Hee

Roteirista: Kim Ho Soo

Rede de Transmissão: MBC e Netflix

Atores Principais: Shin Se Kyung, Cha Eun Woo, Lee Ji Hoon e Park Ki Woong

Breve Resumo: A história se passa no início do século XIX. Goo Hae Ryung é uma aprendiz  para se tornar uma historiadora no palácio. No entanto, não era aceitável que as mulheres escrevessem registros históricos naquele momento. Ela dá um passo de cada vez para criar seu próprio destino em Joseon, onde as idéias de Confúcio estão profundamente enraizadas. 

Ela quer cumprir seus deveres como historiadora e provar ao mundo que todos são iguais. Junto com a luta de outros historiadores, o drama contará o romance com o príncipe Yi Rim, que tem um segredo próprio. 

O Conceito Girl Power

 

 

Você pode achar que é só mais um drama histórico com romance e os clichês de época, as mulheres sendo submissas, ou até mesmo uma princesa em perigo aguardando seu salvador, mas deixe disso. Esse drama passa longe deste tipo de clichê.

A começar pela protagonista já ser considerada a solteirona do pedaço, não querer se casar, e ler, na grande parte do tempo, textos científicos e ocidentais, o que para aquela época poderia ser considerado uma heresia.

 

Não bastasse toda esses pontos cruciais da trama, ela convence seu pretendente, arranjado diga-se de passagem, a desistir do casamento. Ou seja, ela foi literalmente largada no altar, pelo noivo.

Para aquela época, isso seria um choque de tradição, mas pensa que ela se abalou? Muito pelo contrário, fugiu de casa para participar do 1º teste somente para mulheres para se tornar historiadora do palácio. 

Considerando que era proibido mulheres exercerem cargos desse gênero naquela época, você já saca pela história que eles estão querendo quebrar paradigmas e conceitos em dramas históricos. Debates que atualmente estão muito em voga na Coreia do Sul.

 

Eu poderia escrever uma infinidade de outras coisas a mais para chamar sua atenção para assistir esse dorama no conceito de Girl Power, mas, na boa, se você não se interessou até aqui, talvez não seja seu perfil.

Garotos também choram

 

Ah, o príncipe. Eu particularmente amei este princípe. Nada daqueles lutadores metidos a besta ou nada disso. Ele é um princípe sensível, sonhador, escritor de romance para mulheres, vive trancafiado no palácio por questões que vão ser desenvolvidas na trama, e absurdamente engraçado, leve e sensível.

 

Sim, garotos também choram, garotos também são sensíveis, garotos não são perfeitos em atirar flechas. Essa foi a ideia que quiseram passar.

Não só isso, mas que é normal você ter medo, receios e ter sentimentos, mas ao mesmo tempo, quando necessário, coloca seus princípios na frente e faz o que é certo, defendendo o povo e enfrentando os injustos e corruptos da história.

Particularmente, eu fiquei completamente apaixonada por esse personagem e pelo ator que interpretou o personagem, Cha EunWoo. 

 

O ator/cantor já tem uma aura sensível e leve quando você vê ele em videos, apresentações e coisas a parte, mas ligado isto ao personagem, sinceramente, caiu perfeitamente como uma luva. Não teria ator melhor para o personagem como príncipe Dowon.

Se esses dois motivos ainda não te convencerem a dar uma chance para este drama, vou tentar te convencer no 3º tópico

Uma senhora história bem escrita

Quer trama bem amarrada? Enredo coerente? Sem pontas soltas? História com começo, meio e fim? Tá aqui, toma.

A história não só é bem escrita de forma coerente como também é estruturada de forma de ser simples de entender ao mesmo tempo que não subestima o espectador.

Particularmente eu odeio aquelas histórias que ficam colocando dez mil flashbacks de acontecimentos que assistimos no próprio drama, sabe? Calma, explico.

Aqui os flashbacks são bem utilizados contando a parte da trama do passado que explica os eventos do presente e faz com que a história tenha camadas e camadas não deixando que fique superficial ou até mesmo, complexa demais.

 

Ou seja, não é simplesmente um romance histórico, como até os últimos anos, poderíamos estar acostumados a assistir. É uma história com enredo histórico, disputas políticas intrigantes e acontecimentos relevantes que faz toda a trama valer a pena.

Os vários motivos de você não conseguir parar de assistir

Sim, existem vários motivos para você não desistir de assistir esse drama. Mas eu vou citar apenas quatro deles, pois a lista ficaria imensa:

O 1° deles é a união e o vínculo que Goo Hae Ryung e as outras aprendizes de historiadoras criam ao longo dos episódios. Diferente de muitos dramas onde as mulheres ficam lutando pela atenção do protagonista ou ficam tentando se superar por beleza ou bens materiais, neste drama elas se tornam grandes amigas. Mesmo com muitos conflitos de início, as 4 aprendizes aprendem a se virar dentro do sistema do Palácio e se ajudam quando os outros historiadores não fariam isso por elas.

 

Falando nos historiadores, esse seria o 2° motivo para você dar uma chance ao drama. Como disse lá em cima, a trama é muito bem amarrada e faz com que o expectador se apegue a cada um dos personagens ali presentes. Eu confesso que sou a maluca dos personagens secundários, e esse drama dá a todos o seu momento de brilhar, coisa que é bem difícil dos roteiristas fazerem. Todos os personagens são cativantes e interessantes, e acrescentam algo a história. Principalmente Min Woo Won (interpretado por Lee Ji Hoon), ele é um dos poucos historiadores, se não o único, que realmente luta pelas causas dos historiadores dentro do Palácio sem medo de enfrentar o Rei.

O 3° motivo, que não poderia faltar, é o romance e a relação de Goo Hae Ryung e o príncipe Yi Rim. Logo de início, os dois se detestam. Tanto que Yi Rim quer provar de todas as maneiras possíveis a Hae Ryung que é um ótimo escritor, esquecendo as vezes que ele precisa esconder sua identidade como Maehwa (seu pseudônimo). Mas depois de tantos encontros e desencontros, tanto Hae Ryung quanto Yi Rim aprendem sobre assuntos que nunca pensariam em se envolver. Goo Hae Ryung se vê totalmente preocupada com o futuro do país e Yi Rim acaba se envolvendo nos assuntos políticos da família real e chega até a desafiá-los para ajudar o seu povo.

O 4° motivo seria a importância que a história dá para a liberdade de expressão. Um dos principais problemas que Joseon passa nos primeiros episódios – e que irá se estender pelos episódios seguintes – é o banimento que o Rei faz a todos os livros que sejam estrangeiros ou que tratem de assuntos de política e ideologias que são contrárias ao que ele considera como certo e ideal. E como isso afeta a população de Joseon, que fica restringida de conhecimento tanto acadêmico quanto sociocultural.

 

Rookie Historian Goo Hae Ryung é um drama que mistura discussões ainda debatidas em pleno século XXI no século XIX. Com um romance fofo, totalmente distante dos padrões de dramas históricos que provavelmente você já assistiu, e ainda para finalizar com a dose certa de comédia proporcionada pela grande maioria dos personagens.

E então? Ainda não está se preparando para maratonar esse drama?


 Texto por Savi e Annyie Equipe de redação da K4US
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