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Existem várias palavras que poderíamos atribuir ao diretor de cinema sul-coreano Bong Joon-Ho, seja pelo seu estilo de direção ou qualquer outro aspecto de sua carreira. No entanto, nesse último final de semana, um novo adjetivo pode ser usado para descrever o diretor: “pioneiro”.

Bong Joon-Ho já se encontrava nesse patamar desde o momento em que seu último longa-metragem, “Parasita” foi indicado a 6 categorias do Academy Awards, ou Oscar, como é mais conhecido o prêmio mais importante do cinema. Apenas isso já deixou a Coreia orgulhosa de seu trabalho, já que nunca antes uma produção sul-coreana foi indicada ao Oscar. Imagine só, em 6 das principais categorias (design de produção, edição, roteiro original, direção, filme internacional e melhor filme).

Ainda no oscar, a Coreia do Sul marcou presença também na categoria “Melhor documentário de curta-metragem” com “In the Absence”, dirigido por Seung-jun Yi e que trata do naufrágio de Sewol.

Anunciados os concorrentes, essa já seria a melhor temporada de premiações de todos os tempos para a Coreia, independente dos resultados obtidos em fevereiro. E foi nesse caminho que a influência do filme foi crescendo. Premiado com o Palma de Ouro em Cannes, vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e melhor elenco no SAG Awards, o longa passou de simples menção à cinematografia asiática para um dos principais favoritos aos prêmios mais importantes da noite de 9 de fevereiro.

E assim aconteceu: Vencendo 4 das 6 categorias às quais fora indicado (obtendo inclusive a dobradinha inédita de “melhor filme internacional” e “melhor filme”). Parasita já é considerado um “tesouro nacional”, levando ao mundo um pouco da cultura coreana e, acima de tudo, transformando em pauta um tema tão universal como a desigualdade social e uma crítica pesada ao capitalismo mundial.

Logo na segunda estatueta, Bong Joon-Ho anunciou em seu discurso, em coreano, que já estava pronto para beber, pois a noite fora um sucesso. Mal sabia ele que ainda iria arrematar mais dois prêmios. Alguma dúvida que nosso diretor favorito pagou soju para todo mundo ao final da cerimônia? O elenco de parasita varreu as premiações do cinema e se consagrou com quatro estatuetas do Oscar.

RESUMO:

– Melhor filme

– Melhor filme internacional

– Melhor diretor

– Melhor roteiro original

“Parasita” pode ter sido o filme que chegou mais longe quando se trata de premiações, mas os outros títulos não podem ser esquecidos. Abaixo, alguns longas-metragens sul-coreanos aclamados pela crítica e que possuem extrema relevância. Tudo isso especialmente para os cinéfilos que desejam saber mais sobre o cinema desse país que tanto investe e incentiva a cultura local.

Okja, por exemplo, também é dirigido por Bong Joon-ho e carrega forte crítica socioambiental em seu enredo. No entanto, causou polêmica por um outro motivo: sua indicação no Festival de Cannes. Houve resistência da crítica em indicar um filme produzido pela plataforma de streaming Netflix, que é acusada pelos mais conservadores de ter “matado” o cinema. O filme não foi premiado, porém sua indicação seguiu válida, tornando-o um título relevante.

Um clássico thriller sul-coreano de 2003, Oldboy foi dirigido por Park Chan-Wook. Após o sucesso em premiações orientais de grande peso internacional, o longa também foi indicado ao Palme d’Or em Cannes. O filme não levou para casa o prêmio principal, porém ter ganhado o Grand Prix atraiu a atenção do mundo para o título, e diretores hollywoodianos aclamados, como Quentin Tarantino fizeram grandes elogios à obra. 10 anos depois, o longa-metragem ganhou um remake norte-americano dirigido por Spike Lee.

Com direção de Yeon Sang-ho, Train to Busan (Invasão Zumbi, no Brasil) é um dos mais famosos blockbusters do país. Sucesso de crítica e de público, o filme com temática apocalipse zumbi é o filme sul-coreano com maior bilheteria na Malásia, Hong Kong e Cingapura. O longa teve sua première em uma das sessões da meia noite do Festival de Cannes e sua participação nas principais premiações asiáticas foi notável dado o seu status de blockbuster.

Conheça um pouco mais sobre esses e outros importantes filmes da cinematografia sul-coreana através de nosso twitter e instagram.

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Brunna
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Brunna
Geminiana, body piercer e toda tatuada. Sonho em ter um apelido legal, nunca deixo um assunto morrer e estou sempre mimando as pessoas que eu amo. Encontrei meu refugio no kpop e nos doramas, então, desde 2011 o ''naega jeil jal naga'' não sai do meu fone de ouvido rs. Meus grupos favs são: 2NE1, MONSTA X, BTS e BIGBANG. Acredito em magia e coisas místicas, sou apaixonada por gatos, sorvete de menta com chocolate e farmácias.
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