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KARD inicia turnê brasileira e realiza show de K-Pop mais cheio já visto no Rio de Janeiro


Foi apenas botar os pés no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, para o choque chegar. Era uma massa de gente que não se vê em nenhum show de K-Pop no Rio de Janeiro.

Anteriormente, em conversa para um projeto sobre o fandom carioca, um representante da Highway Star — empresa que trouxe o grupo — já havia comentado sobre a crescente demanda no Rio, e já na fila do show, isso foi confirmado. A última vez em que um show de K-Pop em terras cariocas encheu tanto foi em 2014, no Music Bank — o detalhe é que o MuBank in Brazil reuniu 6 grupos e uma solista, enquanto a Wild Kard Tour 2018 foi o show de apenas um grupo.

O pré-show foi aquela coisa. Filas enormes — divididas por setor e bem organizadas —, lojinhas vendendo todos os tipos de produtos para satisfazer o desejo dos fãs e, já lá dentro, muita música. Apesar de não tocar K-Pop antes do show, a galera já mostrava a animação e a ansiedade ao cantar as músicas que sabiam, no melhor estilo de “coro de fãs brasileiros que sempre chocam e encantam os artistas”. E podemos dizer que na noite do dia 21 de setembro, o público foi realmente o HIDDEN KARD (ou integrante secreto), como o nome do próprio fandom já diz. Desde o “KARD EU TE AMO” que antecedeu a abertura das cortinas do palco, até a última palavra da última música do setlist.

Após abrir o show com a sequência impactante de “You in Me”, “Oh Nana” e “Hola Hola”, o KARD enlouqueceu a galera. Se em 2017 eram poucas as músicas próprias que o grupo tinha para performar, dessa vez eles tiveram que deixar até algumas de fora. Mas, para a felicidade dos fãs, foram bem poucas. Além de uma setlist recheada do que costumamos escutar diariamente, eles encontraram até tempo para performances especiais: BM e J.Seph incendiaram o lugar quando, juntos, se apresentaram como a rap unit com a faixa “SUCK IT” — produzida por BM; e cada um dos integrantes ocuparam o palco sozinhos em seus respectivos solos e covers.

BM fez todo mundo pular ao som de “DOWN4U”, música exclusiva de sua autoria, e foi o primeiro da sequência, seguido por Jiwoo com “FRIENDS” de Marshmello & Anne-Marie — música que se encaixou perfeitamente tanto com o timbre de voz quanto o carisma forte que a vocalista tem. Somin trouxe de volta à vida “Havana” de Camila Cabello, que em setembro de 2018 saturou, mas não teve quem não gritasse HINO! a letra junto. A performance sensual teve direito a uma cadeira no centro do palco e highnotes maravilhosos. Fechando essa fase do show, J.Seph subiu e mostrou que nem só de rap vive o homem. Soltou a voz com “HandClap” de Fitz and the Tantrums, música que pode não ser muito conhecida por aqui, mas que na Coreia é hit.

Pessoalmente, três foram os pontos altos enquanto assistia o show: produção, fãs e os não-fãs!

Se tratando de produção, aqui no Brasil estamos muito acostumados com shows de K-Pop que contam apenas com a presença de palco dos artistas, mas no caso do KARD, várias animações e motion graphics incríveis enriqueceram suas performances. Os vídeos passavam na enorme tela que estava atrás dos artistas e foi um verdadeiro show de luzes e com uma grande vibe pirotécnica! Conferindo aos fãs uma experiência pra lá de memorável!

Muitas vezes os fãs pareciam tão ou até mais animados que o próprio KARD. E quando rola uma energia tão contagiante assim, até quem inicialmente estava no local apenas para acompanhar os fãs, acabou se divertindo. Além disso, por KARD ter músicas mais acessíveis ao público geral, era fácil ver pais curtindo o show. Um homem, em específico, nos contagiou com a animação, dançando desde as músicas de antes do show até o último segundo de “Oh Nana”, que finalizou o show.

O showcase do ano passado, em São Paulo, contou com bastante interação com o público, mas dessa vez, as músicas tomaram as duas horas de apresentação. Duas horas que pareceram vinte minutos, e até os próprios idols reclamaram do quão rápido o tempo passou. J.Seph, sendo um fofo, entre uma música e outra, lembrou de quando estiveram pela primeira vez no Rio de Janeiro, em junho do ano passado, realizando apenas um fansign. E surpreendeu o público falando sobre como a primeira visita à cidade maravilhosa havia acontecido há 450 dias: mostrando que contou os dias para esse retorno (AAaaAaA).

BM como bom BR que sabemos que ele é, arranhou um pouco de português falando com o público. Somin e Jiwoo sempre muito carinhosas, perguntavam se a galera tava curtindo e aproveitando o show e demonstraram preocupação com a segurança e bem-estar de todos que os assistiam.

Infelizmente esse ano não tem cover de música BR, mas a setlist da Wild Kard Tour 2018 compreende em torno de 13 músicas originais, incluindo 2 exclusivas produzidas pelo BM e 5 covers — sendo que no final do show houve um Encore em que repetiu 3 das músicas originais. 

Um dos pontos de maior clímax foi quando os membros começaram a pegar suas respectivas garrafinhas d’água e jogaram água no público. Todos nós fomos a loucura!!!! Além disso, em meio a uma performance, Somin surpreendeu a todos ao pegar o celular de uma fã e começar a filmar ela cantando junto com a galera no fundo. Como uma rainha pode ser tão acessível, assim???!!! — veja o vídeo a partir do minuto 5:31.

E para encerrar, os membros levantaram a bandeira do Brasil e tiraram uma foto no palco com todos os fãs no fundo. Aquela clássica que vai pras redes sociais dos idols e a gente fica igual bobo se procurando no meio da multidão.

Dizem que tudo que é bom dura pouco e o início da Wild KARD Tour in Brazil confirmou isso. Ficam as memórias da energia incrível trocada entre ídolos e fãs, além da esperança de um reencontro próximo. E aí, KARD, 2019 rola?


Texto e imagens por Bea e Lai @ Equipe de redatores da K4US
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Bea
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Bea
Carioca, 25 anos, estudante de jornalismo e carmy. Se pudesse passaria meus dias comendo batata frita, sorvete e lendo fluff, como não posso: trabalho, passo mais tempo do que devia no twitter e como batata e leio fluff nas horas vagas. Parte da equipe da LO짱 (Lojjang) e presa numa areia movediça chamada K-Pop há 9 anos (sem previsão de conseguir sair).
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