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Para podermos entender melhor sobre o sucesso do nosso querido grupo Bangtan Sonyeondan, mais conhecido como BTS, precisamos voltar lá em nossas aulinhas de história do ensino fundamental e relembrarmos o que é globalização. Nada mais é que uma necessidade do capitalismo de conquistar novos mercados, principalmente se o mercado atual estiver saturado, além de ser um processo de integração economicamente e culturalmente falando. Bem, tendo o conceito bem raso do que é a globalização, podemos ter uma ideia do motivo do grande sucesso e reconhecimento que o grupo está tendo fora do Oriente. Mas não estamos aqui para dar uma de professoras (apesar de termos uma em nossa equipe rs) e sim de trazermos fatos para enaltecer um dos nossos grupos favoritos. <3

Tudo começou quando um belo dia estava em casa e recebi mensagens de uma amiga enlouquecida dizendo que BTS viria ao Brasil e que os ingressos iam começar a ser vendidos logo. Minha reação foi “ok, vai dar tudo certo” e, bom… tanto deu certo – pra eles – que esgotou tudo em minutos e na hora não consegui comprar nada! O meu desespero e o de milhares de fãs veio com tudo.

Resumindo o drama, consegui ir no final das contas e fiquei duas semanas inteiras após o show naquele hype, desfilando com minhas “brusinhas” do Jin e do Jungkook pelas ruas da minha cidade. Para o meu espanto, eu era parada praticamente a cada esquina com alguma menina me abraçando do nada e surtando por eu gostar de BTS. Perguntavam meu user do Twitter, se eu havia ido ao show, qual era meu bias e acabava que eu fazia uma armyguinha todos os dias. Fiquei feliz e empolgada, mas pera. Do nada isso? Há uns dias atrás eu não encontrava nenhuma capopeira. E o que dizer das festinhas de k-pop que passaram a ter em massa aqui no Rio? Tour mundial, ingressos esgotando com rapidez, crescimento do fandom, tudo isso está relacionado com o reconhecimento que o estilo musical do pop coreano está tendo fora da Coréia. E isso não é novidade, mas sim que um grupo de sete meninos formados em uma empresa teoricamente pequena, é que está tendo esse destaque.

 

Sabemos que a BigHit planeja seus ataques desde os primórdios do Bangtan (as loucas das teorias vão me entender), então é compreensível que esse boom tenha sido do nada. Lembram quando os meninos começaram a postar playlists no Spotify? Cada playlist, além de representar bem cada integrante, mostrava claramente de onde vinham suas inspirações na hora de criar uma música. A Hope – suspeita para falar – notou que algumas músicas da playlist do Hoseok tinham um ritmo semelhante à algumas músicas deles mesmos. Claro que isso também chamou atenção de alguns artistas, principalmente dos que eles sempre citam em suas entrevistas.

Devemos também ressaltar a grande interação que o grupo exerce no Twitter, sempre postando fotos e interagindo bem em programas de TV. Essa constante produção de conteúdos midiáticos o tempo todo faz com que eles sempre estejam “na boca do povo” e nos Trending Topics, aumentando ainda mais a sua popularidade. Não é a toa que neste ano de 2017, o BTS foi indicado a dois prêmios relacionados à popularidade nas mídias sociais e acabaram ganhando.

Um desses prêmios foi o “Top Social Artist” da Billboard, que é, nada mais, nada menos, que “a bíblia da música”. Só o fato deles serem indicados a alguma coisa já é motivo pros fãs comemorarem, mas como se não bastasse, eles estavam na mesma categoria que grandes artistas ocidentais que o público ama (tipo Selena Gomez, Ariana Grande, Shawn Mendes e o campeão invicto dos últimos seis anos, Justin Bieber). Como missão dada é missão para os Armys, o septeto conquistou milhares de votos e acabou levando o prêmio, além de terem sido expostos para 8.7 milhões de pessoas que assistiam a premiação de casa. Se alguém ainda não sabia quem era esse tal de BTS, agora com certeza não ia esquecer mais.

Claro que artistas, principalmente os norte americanos, iriam estar atentos à esse destaque todo. Como citado lá em cima na breve explicação sobre globalização, a indústria – nesse caso a musical – vai procurar as novidades para se renovar e se atualizar. Interações com a dupla The Chainsmokers, com o Steve Aoki, a Halsey, o Ansel Elgort, etc. são boas jogadas de marketing (nossos meninos estão requisitados, heim). Quem não gosta de interações entre seus artistas favoritos, não é mesmo? Além de nos fazer surtar com as fotos e com a esperança de possíveis futuras colaborações, nossos queridos garotos à prova de balas ganham cada vez mais evidência para além dos oceanos.

O reconhecimento norte americano é importante sim, afinal (infeliz ou felizmente) é o que mais se destaca no ramo da indústria musical, mundialmente falando. É inevitável associarmos o sucesso internacional deles com a premiação da Billboard, porém, um ano que é importante a gente destacar na trajetória globalizadora dos meninos, é o de 2014. Em março, menos de um ano após oficialmente debutarem na Coréia do Sul, o BTS já estava desembarcando em solo japonês com uma versão nipônica do seu álbum de estréia. Não satisfeitos em tentarem um lugar no sol do Japão, em junho daquele ano, os meninos foram participar de um festival para promover o turismo entre a Rússia e a Coréia lá em Moscou. Dois meses depois, em agosto, foram para Los Angeles participar do festival de cultura pop coreana KCON. Para vocês terem uma ideia, só neste ano, 42.000 pessoas participaram do festival, sendo que, segundo a Angela Killoren, uma das organizadoras do evento, menos de 10% do público era coreano. Era o começo da campanha mundial de recrutamentos de Armys!

 

Da Coréia do Sul até o Brasil, não tem como negar que o BTS virou um verdadeiro fenômeno – coisa mais que merecida para esses garotos à provas de balas – e aparentemente de cansaço – que se esforçam dia e noite para darem seu melhor e deixar os Armys cada vez mais orgulhosos. Se depois de todas essas conquistas que o BTS já teve alguém ainda duvidar do sucesso deles…

 

(Texto por: Hope e Lola)

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