2025 contou com álbuns grandiosos de grupos veteranos da indústria, solistas e grupos rookies que souberam deixar sua marca, criando um verdadeiro deleite com tanta qualidade e diversidade musical. Seja em grupo ou em carreira solo, muitos artistas se superaram esse ano, entregando cada vez mais autenticidade e criatividade, o que refletiu na crítica, em premiações e, principalmente, no gosto e carinho dos fãs.
Obras como “Ruby” da Jennie (BLACKPINK), “Übermensch”, do G-DRAGON, “No Labels: Part 01”, de YEONJUN (TXT), “KARMA” do Stray Kids e “TEN: The Story Goes On” do TWICE são apenas alguns exemplos de produções que alcançaram as paradas globais e quebraram recordes. Tais conquistas apenas reforçam o talento e coragem das novas gerações e a longevidade e sensibilidade de criação de grupos e artistas com mais tempo de casa.
Dito isso, 2026 desponta como um ano igualmente promissor, impulsionado por lançamentos potentes e referências refinadas deixadas em 2025. Confira aqui os 14 melhores álbuns de k-pop, segundo a equipe da K4US.
- 14º DOYOUNG – Soar
- 13º BOYNEXTDOOR – No Genre
- 12º BIBI – EVE: ROMANCE
- 11º Stray Kids – KARMA
10º NMIXX – Blue Valentine

“Blue Valentine” soou como o momento em que o NMIXX finalmente assentou os pés no próprio território artístico. É um álbum que entrega vocais com confiança e controle, permitindo que cada integrante brilhe sem que isso soe como competição interna. A coesão na disposição das músicas chama atenção, porque existe um cuidado claro em criar um fluxo narrativo que faz sentido do começo ao fim, algo que nem sempre é prioridade em lançamentos de k-pop. Musicalmente, o grupo soa mais maduro, mais consciente das próprias forças e menos preocupado em provar conceito a qualquer custo.
Além disso, parte do álbum foi pensada para destacar performances ao vivo, o que explica arranjos mais abertos e linhas vocais mais desafiadoras, reforçando a identidade do NMIXX como um grupo vocalmente sólido. Ao final da audição, fica a sensação de um trabalho honesto, bem construído e seguro, que não tenta reinventar tudo, mas aprimorar o que já vinha sendo desenvolvido. É um álbum que não grita impacto imediato, mas cresce com o tempo e consolida o NMIXX como um grupo artisticamente mais resolvido.
9º SEVENTEEN – HAPPY BURSTDAY

“HAPPY BURSTDAY” foi um presente perfeito para os Carats para o aniversário de 10 anos do SEVENTEEN. Ouvir esse álbum traz o sentimento de entender um pouco cada integrante através dos seus solos, é um misto de emoções a cada música, que para um fã do grupo nos faz sentir um pouco mais perto de cada um deles. Além disso, as músicas mostram um novo lado deles que com certeza queremos ver mais no futuro.
8º Day6 – The DECADE

Em celebração aos 10 anos da banda, o Day6 lançou no dia 05 de setembro o seu 4º álbum, intitulado “The DECADE”, com 10 faixas sendo “Dream Bus” e“Inside Out”, faixas singles. O álbum traz toda a refrescância, boas letras e ótimos arranjos que apenas o Day6 sabe fazer. Para aqueles que ainda achavam que “faltava algo” nas músicas da banda depois da nova formação, o lançamento foi a virada de chave para mostrar que a banda está mais completa do que nunca.
7º ATEEZ – GOLDEN HOUR: Part.3 ‘In Your Fantasy’

Dando sequência a saga “GOLDEN HOUR”, o ATEEZ chega ao sétimo ano de carreira com uma terceira parte poderosa, sensual e sensível presente em um álbum completo com 15 músicas. A era, iniciada em maio de 2024, já nos presenteou com lançamentos icônicos, como “Work” na parte 1 e “Ice On My Teeth”, na seguinte, mas é em “In Your Fantasy” que o grupo chega ao ápice de um conceito sexy bem constrúido que, ouso dizer, esteve em falta entre os grupos de k-pop no último ano.
Trazer o verão de volta com “Lemon Drop”, mergulhar no R&B e hip-hop para comparar o amor a uma obra de arte em “Masterpiece”, transportar a melancolia em “Now this house ain’t a house” para então desabar na sensualidade da faixa-título é algo que só o ATEEZ sabe produzir bem, sob a liderança criativa do capitão Hongjoong. Sem contar os solos potentes e sensíveis de cada integrante, o álbum reúne oito faixas com atmosferas distintas e identidades muito marcadas, que continuam ecoando mesmo após “To Be Your Light”, solo de Jongho, encerrar o disco com maestria.
6º KAI – Wait On Me

Kai construiu uma atmosfera concisa em “Wait On Me”, percebida, principalmente, por meio dos instrumentais. Vemos que ele entende quem ele é como artista e como o álbum se encaixa na própria discografia, mantendo a essência dos trabalhos anteriores e transmitindo o que ele faz de melhor sonoramente. A faixa de abertura mostra fielmente o que está por vir nas outras músicas: intimidade e o calor da paixão. Os dois traços se apresentam de maneiras distintas, mas ainda harmoniosas, como no fervor do magnetismo sexual entre duas pessoas até o desejo por alguém que vai embora.
Eles convidam o ouvinte a uma zona quase secreta, onde o eu lírico expõe sentimentos e sensações carnais que possui ao se encontrar com alguém. A animação nas batidas é perceptível em algumas músicas, mas, por baixo disso, ainda há algo íntimo e contemplativo na construção técnica, que permite sentirmos nostalgia por algo que o eu lírico vivenciou e expressa. Kai mostrou, também, que, para além de ser considerado um ótimo performer, ele consegue utilizar as habilidades vocais para dar vida à própria identidade artística e “Wait On Me” colocou mais uma camada no desenvolvimento como solista.
5º KATSEYE – BEAUTIFUL CHAOS

Eu sei. O tópico é sensível. É polêmico. KATSEYE é k-pop? Pra gente é sim! Tudo bem, a ideia da HYBE era um “grupo global” e a gente reconhece que, de fato, ele é mesmo. Só que não dá pra negar que a formação das meninas é inteira baseada nos moldes do pop coreano, certo? Por isso, vamos considerar k-pop SIM!
Disclaimer dado, agora vem a parte boa: “BEAUTIFUL CHAOS” chegou com os dois pés na porta, do jeitinho que a Fernanda Torres espera que a gente comece 2026. O EP conseguiu unir várias faces das meninas, desde a icônica “Gnarly”, ao pop latino em “Gabriela”, ao pop mais tranquilinho em “Gameboy”, a EDM “M.I.A” e a dona da letra mais sensível do EP, “Mean Girls” (por sinal, não se deixe enganar pelo nome, a música traz o amor ao próximo, independente de quem seja). Enfim, diria que pode até parecer uma bagunça com tantos estilos diferentes, mas de forma mágica, tudo se encaixa, tudo combina com as meninas. De fato, é um belo caos.
4º CORTIS – COLOR OUTSIDE THE LINES

O Cortis fez seu debut como o terceiro grupo da Big Hit, subsidiária da HYBE, seguindo os passos de TXT e BTS, o que naturalmente trouxe uma grande pressão. Ainda assim, o quinteto soube lidar com isso com maestria e leveza, mostrando que, mesmo com a pouca idade, já acumulam múltiplos talentos, como produção musical e audiovisual, coreografias marcantes e, claro, muito carisma. Não à toa, seu estilo irreverente, inspirado no punk rock e no hip hop dos anos 2000, conquistou rapidamente muitos fãs, os COER, ou “Cortinas”, como o fandom brasileiro ficou carinhosamente conhecido.
Nesse sentido, mesmo sendo um EP, “Color Outside the Lines” cumpre exatamente o que o nome propõe e revela todas as cores do grupo. O trabalho transita entre faixas de trap e hip hop, como “FaSHioN” e “GO!”, com destaque especial para os raps do Martin, que aqui em casa são muito aclamados, viu?, e músicas mais calmas, melódicas e nostálgicas, como “Lullaby” e “JoyRide”. É aquele mini álbum perfeito para ouvir dirigindo com os amigos, e que só aumenta a nossa expectativa pelo que ainda vem por aí no futuro do grupo.
3º YEONJUN – NO LABELS: PART 01

Yeonjun chega pra dizer que não quer ficar com o rótulo de “4th Gen It Boy” e no EP “NO LABELS: PART 01” busca transparecer a identidade como artista solo, inclusive participando da composição de quase todas as faixas do ep.
Entre as músicas, “Talk to You” se destaca pelo R&B elegante, enquanto a música “Let Me Tell You”, que conta com a participação de Daniela, do KATSEYE, traz uma energia diferente (e muita química), mais voltada para colaboração e troca criativa. Algumas faixas poderiam ser mais longas ou mais exploradas, mas em resumo é um EP que te prende do começo ao fim.
O reconhecimento reforça que o projeto não é só hybe e a forma como ele conectou música com a estética visual do álbum só deixa tudo ainda mais perfeito. Certamente é um dos melhores do ano e mostra como o Yeonjun está disposto a se manter longe dos rótulos. Confira a crítica completa aqui!
2º TXT – The Star Chapter: TOGETHER

WE DO IT FOR LOVE!!🥹 Que o TXT emociona, todo mundo já sabe, mas dessa vez foi ainda mais especial. Marcando o encerramento da história de “The Star Seekers”, o álbum revelou novas cores dos membros do grupo, tanto na faixa título quanto nos solos de cada um, transitando entre diferentes gêneros musicais. “Beautiful Strangers”, faixa título, trouxe um MV de tirar o fôlego, com uma coreografia excepcional e a letra sobre amor e amizade. Falando nisso, o próprio concept trailer, anterior ao lançamento do álbum, construiu uma linda narrativa ao mostrar o vínculo construído entre os meninos, relembrando diferentes eras do grupo e a jornada de amadurecimento que o quinteto trilhou até aqui.
O encerramento da história não deixou um gosto amargo de despedida, mas sim a sensação de que uma nova jornada estava para começar, ao som de “Song of the Stars”, que foi o grande destaque do álbum. Com uma melodia que tende muito mais para as baladas, essa faixa trouxe uma letra sensível sobre a promessa de que iremos, sempre, nos lembrar um do outro, como colocado pelo grupo no trailer “vamos seguir para o amanhã, juntos”.
1º GOT7 – WINTER HEPTAGON

No comecinho do ano, o GOT7 fez um comeback após 3 anos, que movimentou o mundinho k-pop, o lançamento de “WINTER HEPTAGON”, nos deixou nostálgicos pelo jeitinho que só eles têm e esbanjaram nas promoções. O EP transmite a harmonia e união do grupo que transitou por vários estilos, o que refletiu o amadurecimento do grupo, tanto no quesito individual, quanto como grupo propriamente dito.
Assim, de um sexy sofisticado ao romântico, as faixas contam com participação dos membros e trazem a essência dos sete, que harmoniosamente nos conquistaram com faixas como “Phyton”, “Tidal Wave” e “Yours truly,”. A verdade é que do começo ao fim, o álbum encanta e diverte, tendo o poder de despertar uma sensação de acolhimento e reencontro, sendo claramente, um grande presente para os Ahgases. Confira a minha resenha do álbum completo aqui!
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