It’s Okay, That’s Love: é possível se curar enquanto se ama novamente
Uma das grandes discussões na comunidade dorameira são os relacionamentos tóxicos e abusivos que existem em produções mais antigas e como os atuais não devem seguir a mesma fórmula. Mas vocês sabiam que nem todo drama (principalmente os lançados antes de 2015) tem como parte da receita, um relacionamento repleto de ciúmes, falta de comunicação e aqueles momentos de separação? “It’s Okay, That’s Love” (2014), estrelado por Jo In Sung (Jang Jae Yeol) e Gong Hyo Jin (Ji Hae Soo), trata com sensibilidade temas complexos como saúde mental, traumas e relações interpessoais. Além disso, a série também merece destaque por mostrar um relacionamento saudável, onde respeito, escuta, vulnerabilidade e afeto caminham lado a lado. Por isso, trouxemos aqui alguns momentos em que Jang Jae Yeol e Ji Hae Soo nos mostraram como o amor, até nos momentos mais difíceis, pode ser saudável (e respeitando limites de ambos).
ENREDO
“It’s Okay, That’s Love” combina romance, comédia e temas psicológicos. A história gira em torno de Jang Jae Yeol (Jo In Sung), um escritor de romances policiais de sucesso e DJ de rádio com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), e Ji Hae Soo (Gong Hyo Jin), uma psiquiatra recém-formada com dificuldades em relacionamentos amorosos devido a traumas do passado.
Os dois se conhecem em um programa de TV sobre a mente criminosa, onde logo entram em conflito por suas personalidades fortes. Ele então se muda para um apartamento que possui em Hongdae, descobrindo que Hae Soo é inquilina do local, morando com Jo Dongmin (Sung Dong Il), um psiquiatra sênior, e Park Soo Kwang (Lee Kwang Soo), um garçom com síndrome de Tourette.
À medida que convivem, a rivalidade entre Jae Yeol e Hae Soo vai se transformando em amor. Ao mesmo tempo, o drama aborda com sensibilidade transtornos mentais, estigma social e cura emocional. Ao longo dos 16 episódios, a série mostra como o amor, o entendimento e a empatia podem ajudar na superação de traumas e doenças mentais, promovendo uma mensagem poderosa sobre aceitação e cura.
OPINIÃO (e melhores momentos)
Sou suspeita para falar por ser meu drama favorito, mas“It’s Okay, That’s Love” me surpreendeu muito, principalmente por ser de 2014, época de k-dramas repletos daqueles clichês de romances não tão saudáveis. Mas em diversos momentos Jae Yeol e Hae Soo mostraram as diversas nuances de um bom relacionamento e como, mesmo em um cenário repleto de traumas, momentos de cura, dificuldades e luta pelo bem da saúde mental, o amor ainda pode se fazer presente e ser saudável (e digo não só o amor entre os dois personagens principais, e sim todas as formas de amor presentes na trama. Amizade, família e romance aparecem aos montes e cada um com seu desenvolvimento).
A fotografia também merece reconhecimento, é um drama visualmente lindo e confortante. Sabe aquela vontade de visitar os locais? Então, é bem isso mesmo. E não posso deixar de falar da trilha sonora que escuto até hoje. Casa super bem com os momentos e deixa um quentinho no coração ao ouvir as músicas, principalmente após terminar a série. Nós somos presenteados com CHEN (Exo), Davichi, Orange Caramel e Twin Forks. Enfim, ele é perfeito desde o seu enredo até os mínimos detalhes.
Outro ponto legal é que o desenvolvimento acontece perfeitamente, em um ritmo que você não acha cansativo, além de conter doses de humor, alegria e tristeza na medida certa para te manter preso. Também merece destaque como eles não se relacionam como “salvador e salva”, mas como dois seres humanos tentando estar bem juntos, se curando, mas também impondo limites e respeitando a individualidade deles. E olha, o drama tem uma reviravolta muito interessante, e isso faz com que a história não seja monótona. Vale a pena conferir demais! Mas não importa o que eu fale aqui, eu tenho certeza que se você der o play, ainda vai se surpreender com a qualidade de “It’s Okay, That’s Love”. Sem mais delongas, como prometi, aqui vão alguns dos meus momentos favoritos dessa história (contém spoiler, obviamente).
No episódio 5, temos o primeiro beijo de Jae Yeol e Hae Soo, mas não é só por isso que é um momento marcante, para mim, devido a todo o contexto por trás do episódio, é mais do que uma cena romântica: é a primeira vez que os personagens se permitem relaxar juntos, naturalmente, sem pressa (e a fotografia? Lindíssima). Logo depois, por conta dos medos de Hae Soo, ela precisa interromper o beijo e o Jae Yeol respeita o momento (o mínimo, né?)
Imagem/Reprodução: SBS
O episódio 8 é repleto de emoções, Jae Yeol e Hae Soo — já namorando, pois isso não demora a acontecer, viajam juntos e é um momento repleto de conversas sobre limites, escolhas individuais e respeito. Eles compartilham sonhos e medos, superam alguns traumas e também conflitos em diversos momentos especiais. Tem até uma aula de educação sexual no meio de tudo, seguida de uma cena íntima muito significativa entre os nossos protagonistas. E sabe o mais incrível? Não tem aquele momento em que o casal se separa por motivos que poderiam ser resolvidos com uma boa conversa. Depois que eles decidem ficar juntos, eles ficam juntos MESMO!
Imagem/Divulgação: SBS
Imagem/Divulgação: SBS
Esses momentos não pertencem a um episódio específico, mas eu amava todos em que os habitantes da casa se reuniam — Dong in (Sung Dong Il), Park Soo Kwang (Lee Kwang Soo), Jae Yeol (Jo In Sung) e Hae Soo (Gong Hyo Jin) — na cozinha ou na sala, para discutir qualquer tema, desde o mais trivial até um suporte para um momento de dificuldade que algum deles estivesse enfrentando. São realmente uma found family (família encontrada, não aquela de sangue).
Imagem/Divulgação: SBS
Imagem/Divulgação: SBS
No penúltimo episódio é quando as coisas ficam um pouco mais complicadas, mas mesmo assim é um dos momentos mais tocantes do drama. Não vou falar muito o que acontece para evitar spoiler, mas durante a internação de Jae Yeol, Hae Soo permanece ao lado dele. É o mais puro retrato de parceria em tempos difíceis, onde o cuidado vem sem julgamentos ou pressões.
Imagem/Divulgação: SBS
Imagem/Divulgação: SBS
Para finalizar com maestria, o último episódio é, sim, feliz!! Eles reafirmam que cada um têm a própria vida e planos, mas continuam juntos. Não há perfeição, mas há maturidade, parceria e confiança e todos continuam juntinhos na mesma casa. É um fechamento perfeito e você fica com vontade de assistir tudo de novo assim que termina.
Imagem/Divulgação: SBS
E se eu ainda não te convenci a assistir, vou dar minha cartada final: sabe quem também faz parte desse elenco maravilhoso? Do Kyung Soo, isso mesmo, nosso amado D.O do Exo.
Ah, e o diretor Kim Kyu Tae dirigiu “Moon Lovers: Scarlet Heart”, viu? Não tem erro, “It’s Okay, That’s Love” é o drama mais maduro que eu já vi e com certeza você vai concordar comigo!
10/10
It’s Okay, That’s Love (Tudo bem, isso é amor)
Título original:괜찮아, 사랑이야
Ano de lançamento:2014
Direção:Kim Kyu Tae
Roteirista(s):Noh Hee Kyung
Elenco:Jo In-Sung, Gong Hyo-Jin, Sung Dong-Il, Lee Kwang-Soo, Lee Sung-Kyun e Do Kyung-Soo (D.O)