Se você já olhou o título e pensou realmente “o que raios é o Santos Bravos?” ninguém vai te culpar, e por isso vou te explicar um pouco do que é esse novo projeto global da mercenária HYBE Latin America.
O Santos Bravos é o segundo projeto global da empresa, depois do programa de audições “Pase a la Fama”. A ideia era simples, reunir 17 artistas de diferentes países: México, Colômbia, Brasil, Venezuela, Argentina, Peru, Espanha e Estados Unidos (a música é latina e queriam colocar os EUA?) , para disputar uma vaga em um grupo que representasse a nova cara do pop latino. Dez seguiram na disputa até as etapas finais, incluindo dois brasileiros: Kauê Penna e Lucas Burgatti. O primeiro entrou para o grupo, o segundo acabou de fora.
A HYBE vendeu a proposta como uma fusão entre a expertise do mercado sul-coreano e o talento latino-americano. Na teoria, poderia até dar certo, na prática, acho que ficou apenas algo mais genérico e sinceramente? Pouco inovador e poucos talentos descobertos (ou nenhum, por assim dizer).
O reality show, que acompanhou a formação do grupo, teve boas intenções, mas as apresentações foram irregulares, faltava harmonia e até mesmo qualidade nos vocais e no desempenho. Mas não podemos negar, os meninos entregam na beleza e no carisma fora dos palcos.
A estreia
De acordo com a HYBE Latin America, a música de estreia do grupo transmite uma mensagem positiva: “não se preocupe com o que os outros pensam e aproveite o momento presente“, em um ritmo energético que lembra uma batida de coração. A música foi produzida por Johnny Goldstein, que já colaborou com estrelas globais como The Black Eyed Peas, Britney Spears e Madonna, garantindo alta qualidade musical.
O debut deles aconteceu no dia 21 de outubro, com a música “0%” que, honestamente, não é de todo ruim, mas se o objetivo realmente era fazer algo que misturasse k-pop com música latina, não foi alcançado, acabou sendo mais do mesmo. A música tem um refrão chiclete, mas que em pouco tempo você esquece (assim como o restante dela).
Conheça os integrantes do Santos Bravos:
Alejandro Aramburú (Peru, 21 anos) — Compositor e cantor, já havia lançado canções individuais em 2022 e 2024 antes de se juntar ao grupo.
Drew Venegas (EUA/México, 25 anos) — Drew tem ascendência mexicano e é o primeiro artista abertamente gay a integrar a HYBE (isso é incrível, tá?), já trabalhou com Karol G e fez parte do grupo The Future X.
Gabi Bermúdez (Porto Rico, 20 anos) — Ator e cantor, ele entrou somente no terceiro episódio da competição. Gabi nasceu em Porto Rico, porém morava nos Estados Unidos. Antes de ingressar no grupo, já atuava como ator mirim. Ele também participou do programa “Pequenos Gigantes USA” quando era criança.
Kauê Penna (Brasil, 18 anos) — Ganhador da quinta edição do The Voice Kids Brasil, Kauê foi o favorito após cantar uma música de Whitney Houston na competição com apenas 14 anos.
Kenneth Lavill (México, 16 anos) — O integrante mais jovem do grupo e mais popular nas redes sociais. Kenneth foi também um ator mirim, além de dublador, e já fez novelas, como “Contigo Sí” e “El Precio de Amarte” e séries como “Malverde: El Santo Patrón”.
A formação tem gerado grande repercussão, especialmente no Brasil, devido à presença do integrante brasileiro. Muitos veem a iniciativa como uma oportunidade para a cultura latina ganhar mais visibilidade global, em um modelo similar ao sucesso do K-pop, mas não parece que vai muito para a frente, não, viu?!
No fim das contas, a formação em si parece um tanto desconexa, e longe de mim querer comparar, mas não consigo ver esses cinco chegando perto de algo como CNCO ou Katseye (a tentativa, pelo menos, parecia ser essa), mas a HYBE ainda tentou garantir o básico: a música de estreia, “0%”, tem um ritmo energético e chiclete que gruda na cabeça. Mesmo com o resto meio bagunçado, esse debut funciona, de um jeito que você se pega cantarolando sem querer.
Então, resumindo: “Santos Bravos” é promissor na ideia, mas falha na execução. Um grupo que tenta unir talento latino com o estilo k-pop, mas que ainda parece estar encontrando seu caminho. O debut não é ruim, mas o programa e a banda como um todo deixam a sensação de “ok, e agora?
