O produtor e DJ sul-coreano EL CAPITXN tem grupos como BTS, Stray Kids, TXT, OneRepublic, Steve Aoki e outros nomes de peso no currículo, seja como colaboração ou produção. Com mais de 88 bilhões de streams acumulados, presença em palcos como Ultra Music Festival e Rap Beat Festival, e participante da última turnê mundial de SUGA (BTS), a vinda do artista para o Brasil esse mês é um marco para a cena k-pop nacional.

Sendo um dos maiores nomes da música coreana atual, produtor oficial da HYBE e DJ, EL CAPITXN desembarca nos dias 19/07 em São Paulo e 20/07 em Brasília para dois eventos em comemoração ao aniversário do BTS e ao retorno do grupo após o serviço militar.
Em coletiva de imprensa online realizada no último mês, o artista compartilhou sobre as expectativas em comandar um set no Brasil, sendo a primeira vez dele no país; as diferenças experiências entre ser produtor e idol, afinal, ele já foi membro do grupo HISTORY da HYBE; conselhos e mais. Confira abaixo!
1. Como nasceu o nome EL CAPITXN e o que ele significa para você?
No começo, surgiu do simples desejo de ser uma espécie de “capitão”, alguém que lidera. A pronúncia em espanhol me pareceu mais intensa do que em inglês, então escolhi “CAPITXN” em vez de “CAPITAN”. Com esse nome, conquistei as maiores realizações da minha vida, então hoje ele é quase como um “registro” da minha trajetória.
Na verdade, já mudei meu nome artístico algumas vezes, mas esse… esse eu não quero mais mudar. Quero que, quando eu envelhecer, os mais jovens possam dizer: “EL CAPITXN foi o artista que fez esse tipo de música”.
2. Que novas perspectivas você adquiriu ao fazer a transição de cantor para produtor?
Eu era um cantor que estava no palco — hoje sou a pessoa que planeja o que acontece por trás dele. Quando eu era cantor, sinceramente, achava que tudo girava ao meu redor. Eu estava ali porque era bom, e a equipe estava para me ajudar. Mas, ao me tornar parte da equipe, percebi que isso é um campo de batalha.
Para que um palco aconteça, é preciso o esforço minucioso e o sacrifício de muita gente. Hoje, quando vejo alguém brilhando no palco, também vejo todo o suor de quem está por trás.
3. Como sua experiência como vocalista e no palco influencia sua atividade musical hoje?
Acredito que tenho uma arma que poucas pessoas da indústria possuem. Quem já cantou, quem já sentiu a energia do público no palco, tem um instinto sobre como transmitir emoção.
Toda essa vivência está presente no meu trabalho como produtor. Com ousadia, posso dizer que meu senso para compor não para em melodia ou harmonia, mas alcança até a imaginação de como aquilo vai soar ao vivo, no palco.
4. Que conselho você daria a idols que querem se tornar produtores?
Eu diria: venham para a VENDORS.
Neste mercado, você não sobrevive sozinho — é preciso ter um time com quem possa resistir. A gente busca mais do que habilidade: procuramos pessoas com quem possamos crescer juntos. Ter sido cantor não é uma desvantagem. Na verdade, é uma vantagem que permite enxergar essa indústria de forma mais tridimensional.
5. Qual o critério mais importante para você ao avaliar um bom compositor?
A “força de aguentar”. Há muitas pessoas que fazem música bem. Mas são raras aquelas que vão até o fim. Quem mantém a mente firme e consegue se sustentar mesmo nos fracassos — essa pessoa é quem realiza grandes feitos. Foi assim que cheguei até aqui. E são essas as pessoas que eu quero ajudar a formar.

6. Qual é o valor mais importante no seu ambiente de trabalho?
Pode parecer contraditório, mas eu procuro ambientes desconfortáveis. Acredito que o ser humano cresce em situações de cansaço físico e estresse mental.
Claro, quando isso se acumula, pode adoecer. Mas as músicas criadas nesse limite são as que tocam as pessoas de verdade. Quando tudo dá certo, só então esse “estado saudável” é realmente alcançado.
7. Quais são suas expectativas para o show no Brasil?
Na verdade, ainda não estive no Brasil. Mas, ao ver as mensagens, vídeos e comentários dos fãs brasileiros, percebo: “isso é real”.
Os fãs que me acompanham como ELdolphin são os mais apaixonados que já conheci. Só de imaginar estar no mesmo espaço que eles em um show, meu coração dispara. O Brasil, para mim, ainda é um “palco dos sonhos” que não pisei — mas que desejo muito viver.
8. Qual é a atitude mais importante para você ao trabalhar com diferentes culturas?
Não gosto de complicar. Faço o melhor que posso, com o máximo de sinceridade — é só isso. Sou do tipo que prefere agir do que calcular. No fim das contas, tudo se resolve na prática.

São Paulo e Brasília vão poder vibrar com a presença do artista na balada Next Bulletproof (18+) e ainda mergulhar na KXP: Army Universe (para todas as idades), ambos organizados pela Next Level. empresa referência em balada k-pop no Brasil.
A Next Bulletproof, será uma balada exclusiva para maiores de 18 anos, reunindo ARMYs mais animadas para uma noite intensa de música, dança e conexão com o DJ EL CAPITXN Já o KXP: Army Universe será voltado para todos os públicos, um espaço onde famílias, crianças e fãs de todas as idades poderão celebrar o legado do BTS com muitas atividades, desde gincanas, campeonato sósia do BTS, workshop de dança, muita música e emoção.
Datas:
Next Bulletproof (18+)
- São Paulo – 19/07
- Valor ingresso: $160 (Open Bar)
- Horário: 23h às 06h
- Local: Vip Station – R. Gibraltar, 346 – Santo Amaro, São Paulo – SP, 04755-070
- Ingressos: CLIQUE AQUI
- Brasília – 20/07
- Valor: $150
- Horário: 18h às 01h
- Local: World Brasília — SIA Trecho 3, Lotes 2115 a 2145 – Setor de Indústrias e Abastecimento
- Ingressos: CLIQUE AQUI
KXP: Army Universe (para todas as idades)
- São Paulo – 19/07
- Valor ingresso: $30 (meia) / $60 (inteira)
- Horário: 13h às 21h
- Local: Vip Station – R. Gibraltar, 346 – Santo Amaro, São Paulo – SP, 04755-070
- Ingressos: CLIQUE AQUI
