BLACKPINK: Light Up the Sky, o documentário da Netflix que mostra a trajetória do BLACKPINK, grupo que vem quebrando barreiras desde a sua estreia, tomando conta não só dos charts, mas também do coração dos BLINKS pelo mundo à fora. O grupo chegou a entrar para o ranking dos 10 títulos mais vistos do Brasil e agora é o segundo filme mais visto do mundo da plataforma em sua semana de estreia!

Estreado no dia 14/10, o documentário BLACKPINK: Light Up the Sky, a grande aposta da NETFLIX para mergulhar cada vez mais no mundo das produções coreanas e consquistar novos públicos. Como uma forma de contar mais sobre a trajetória de grandes artistas não só aos fãs, mas também aos curiosos de plantão, a plataforma vem criando conteúdos bem completos sobre personalidades da música e o BP entrou para a lista de artistas com documentários que conta, também, nomes como Taylor Swift e Beyoncé ( só ícones, né nom?!)

Dirigido pela diretora Caroline Suh, o documentário trás a tona uma linha do tempo resumida, porém muito detalhada sobre a trajetória do BLACKPINK, grupo composto por Lisa, Rosé, Jennie e Jisoo, gerenciado pela agência YG Entertainment em parceria com a subsidiária The Blacklabel, sob o comando do produtor Teddy e expõe um lado pouco contemplado pelo público: suas vulnerabilidades, suas opiniões mais sinceras, momentos de união antes do debut, e agrada justamente por trazer esse ar intimista. É como se as entrevistas fossem conversas com o telespectador.

As garotas da banda coreana BLACKPINK contam suas histórias e falam sobre os desafios que enfrentaram até finalmente estourarem no mundo da música.

Sinopse (Netflix)

O documentário já começa com um breve VT do dia em que houve a coletiva de apresentação do grupo à imprensa e um salto no tempo de 3 anos, mostrando um breve histórico do sucesso que o grupo feminino teve nesse meio tempo. Diversos prêmios conquistados, milhares de fãs apaixonados e a entrada triunfal do grupo no mercado musical norte americano já indicam o arco temporal escolhido: o ponto alto do documentário seria o Coachella, um dos festivais mais famosos dos EUA e do mundo. É inegável que esse show marcou o BLACKPINK para sempre e o confirmou como o primeiro grupo feminino de Kpop a participar do festival.

Rosé, Jisoo, Jennie e Lisa no palco do Coachella 2019.Elas estão com as roupas da performance, roupas cheias de brilhos en preto e detalhes prata.
BLACKPINK no Coachella 2019
FOTO: Reprodução

A produção do documentário aconteceu entre 2018 e 2020, abrangendo as eras Whistle/Boombayah (2016), Playing With Fire (2016), As If its Your Last (2017), DDU-DU DDU-DU (2018), Kill This Love (2019) e a finalização do primeiro álbum do grupo, ‘THE ALBUM’. Boa parte do material usado para criar a megaprodução, foi fruto do acervo criado pela própria YG Entertainment com vídeos que mostram momentos nosltálgicos dos tempos de trainee e o presente com shows lotados em estádios e megaeventos, além de momentos muito particulares do grupo.

O filme trás, também, uma contextualização do Kpop e destaca grupos de várias gerações que abriram caminho não só para o BLACKPINK, mas para todos os girlgroups e boygroups da atualidade, grupos e artistas solo que deram início à grande sensação do pop coreano como conhecemos hoje, entre eles, PSY, Seo Taiji, BTS, 2NE1, SNSD, SuJu e muitos outros.

BLACKPINK é a revolução!

Assim como a host falou no evento oficial de lançamento do filme, elas conseguiram mesmo tornar o mundo sua própria área. Com performances fortes, personalidades completamente diferentes e um estilo que consegue trazer um pouco do que cada uma curte, BLACKPINK se encaixa em diversos estilos e imprime sua individualidade aonde quer que passe.

A pressão de ser o novo grupo lançado pela YG depois de 7 anos, e de tudo o que isso significa, poderia ter sido algo ruim, mas serviu como um gás a mais para o que vemos acontecer hoje.

“TUDO o que eu queria, era que as pessoas vissem o nosso potencial.

Jennie

Com pouco tempo de carreira já entraram para a história como o primeiro grupo feminino de pop coreano a se apresentar no Coachella, festival anual que acontece nos EUA e sempre escolhe uma lista de artistas memoráveis. A surpresa por terem sido convidadas foi imensa e elas chegaram a acreditar que não haveria ninguém para vê-las ( ah, tá!!). A carreira que já havia deslanchado, só continuou subindo ladeira acima com a visibilidade que tiveram no festival.

Jisoo. Lisa Jennie e Rosé na sala de treinamento de costas para o espelho
Blackpink ensaiando para Kill this Love.
Foto: Reprodução.

A Realidade da vida de trainee

Já pensou você largar tudo para trás, sua vida, sua família, amigos e o que gosta, deixar sua vida de lado e construir um novo você afim de lutar por um futuro inserto? Essa proposta pode causar reações diferentes, mas para quem sonha em debutar, é uma realidade.

Rosé, Lisa e Jennie abordam as dificuldades que tiveram por estar num país de cultura totalmente diferente das que estavam acostumadas a viver e, embora Rosé viesse de família coreana, não teve colher de chá quando se trata de dificuldades por ser uma estrangeira em novo território. Além das dificuldades do idioma, da cultura e da distância de casa, elas se agarravam a cada fio de esperança que tinham.
Jennie destaca o esforço que teve para diminuir a timidez e conseguir se apresentar. Já Jisoo, revela seu contexto familiar e o quanto teve que treinar para conseguir o reconhecimento.

Mesmo abordando o assunto com todo cuidado, ouvir o depoimento delas sobre os tempos de trainee é um tanto chocante. Escancara ali a realidade que muitos, muitos trainees passam. Muitas horas de ensaio, semanas de ensaio sem folga, as avaliações mensais que eliminavam diversos artistas ( bem estilo produce, sabe?) eles vivem numa pressão constante por todos os lados e não têm nem pra que lugar correr. E foi incrível o grupo abordar esse tópico.

No documentário, podemos entender mais sobre como foi o processo de criação do BLACKPINK

Lisa, Jisoo, Rosé e Jennie emocionadas no palco em seu último show da turnê mundial.
Rosé chora e abraça jennie, enquanto Lisa e Jisoo consolam Rosé.
As integrantes do BLACKPINK reunidas no palco.
Foto: Reprodução

Opinião


Vasculhando algumas entrevistas e notícias sobre o documentário, é possível perceber que foi tudo o que o grupo gostaria de apresentar: Algo intimista que pudesse mostrar mais do grupo e de sua trajetória e assim, aproximá-las ainda mais de seus fiéis fãs. É um material leve de assistir, mesmo que conte a história de forma rápida.

Achei incrível a oportunidade que o produtor Teddy usou para levantar o questionamento sobre o destaque que dão ao separar o pop coreano de outros estilos ou de outros trabalhos e países.. Por quê, de fato, coreanos fazendo música precisam ser diferenciados? O que seria o KPOP propriamente dito? É algo a se pensar.

Rosé, jennie, jisoo e Lisa sentadas no bando de trás da minivan a caminho de um compromisso.

O fato de cada uma mostrar o seu background, abrir o coração para expor o que viveram nesses últimos anos foi a grande sacada do documentário. BLACKPINK é um grupo multicultural, 3/4 integrantes moraram fora da Coreia por anos, Lisa é Tailandesa e aprendeu o idioma enquanto treinava. Essa sinceridade de mostrar não só os pontos positivos é algo importantísismo. Em diversos momentos elas traziam questões culturais e temos a chance de aprender com isso também.

A entrevista ter sido feita no idioma em que cada uma se sentia mais confortável foi algo diferenciado, trouxe mais um ar de globalização, digamos assim. Lisa pôde se comunicar em tailandês, inglês e coreano em diversos momentos e isso foi algo bacana de assistir. Cada uma delas mostrou para o mundo um pedacinho de si, mostraram seus pensamentos mais verdadeiros e é disso o que o povo gosta! A abordagem escolhida faz com que não só os fãs, mas as pessoas que também não conhecem o grupo, passem a se interessar e acompanhá-las também.

Essa ideia de documentário é bacana, porque consegue capturar, pelo menos um pouco mais, os momentos fora do palco, momentos em que os artistas são eles mesmos e mostram mais de si, algo que não conseguimos ver com frequência no KPOP. Deu pra perceber que elas usaram muito essa oportunidade para se aproximar mais do público e mostrar um lado delas mais “verdadeiro”, elas pontuando suas lutas pessoais, suas conquistas e falando sobre a dificuldade que é fazer o que fazem por tanto tempo sem desistir, mas sempre juntas. Buscando crescer juntas, ensinando uma a outra é o que prova ainda mais o poder do grupo. Muito se fala sobre tudo funcionar quando as quatro estão juntas e isso é unanimidade.

O fato é que terminamos o documentário pensando em COMO/QUAL seria a reação das meninas ao ver os fãs brasileiros, que têm fama de cantar (e alto) as músicas inteiras em um show por aqui. Seria pedir muito um showzaço desse em solo brasileiro?

Light Up the Sky deixa muitas lições e gera muitos questionamentos. Se vale a pena conferir? É ÓBVIO!!

Mais sobre o grupo
Além de quebrar cinco records do Guinness World Records com ‘How You Like That’, o grupo também tem o título de primeiro grupo feminino de KPOP a atingir a marca de 1 BILHÃO de visualizações com o MV de “Kill This Love” e dava para criar uma listinha com todas as conquistas imensuráveis que o grupo tem.

O primeiro FULL ALBUM do grupo, intitulado THE ALBUM chegou chegando com parcerias surpreendentes e o BLACKPINK já é cotado como um dos possíveis indicados ao GRAMMY 2021, segundo a FORBES.

Ouça a playlist do primeiro FULL ALBUM do grupo no Spotify:


Você já assistiu ao documentário? Não?!
Então corre para assistir e depois divide com a gente o que achou!