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Esperado ou não, o fim é sempre difícil para artistas e fãs. 2018 vai embora levando, em sua maioria, grupos pequenos, médios, e mostrando uma indústria cada vez mais competitiva.


Se 2017 foi o ano para se despedir de grandes atos do K-Pop, especialmente girl groups lendários, 2018 foi o ano do esperado: a conclusão de atividades de grupos temporários, acarretado pelo crescente número de programas em formato survival. Mas não apenas. O ano foi marcado também pelo disband de grupos que muitos já nem lembravam que estavam ativos e outros que ninguém esperava. 

Salvo algumas exceções, 2018 vai embora levando em sua maioria grupos pequenos e médios, comparados aos disbands de 2017, deixando evidente que a indústria se torna cada vez mais exigente e competitiva. Poucos grupos conseguem se manter em alta por muito tempo e mesmo os menos conhecidos sofrem duras consequências para perseguir o sonho da vida idol.

Após rever os artistas que passaram pelo Brasil em 2018, a Retrospectiva K-Pop 2018 traz as despedidas que marcaram esse ano.

 

BESTIE

O grupo que carregava parte da formação original do EXID (Uji, Hyeyeon e Haeryung) não era exatamente o girl group mais popular, mas já estava promovendo desde 2013. Ou quase isso, já que as meninas não lançavam algo novo desde 2015. Após a saída de Uji e Dahye, a empresa até deu a entender que Hyeyeon e Haeryung continuariam o grupo, mas nada aconteceu com relação a isso. Hyeyeon chegou até mesmo a participar do The Unit, buscando uma nova chance na indústria, mas não chegou a final.

 

FIESTAR

O grupo, que debutou lá em 2012, esteve ativo até 2016, mas desde então se encontrava em um limbo de inatividade. Das integrantes, talvez Yezi tenha sido a que mais se destacou nos últimos anos, já que após sua participação em Unpretty Rapstar 2, a rapper ganhou a atenção do público. Mas segundo Cheska, que deixou o Fiestar em 2014, a ex-companheira de grupo era, no mínimo, uma companhia complicada. Em postagem no instagram, Cheska revelou que a indústria musical a deixou doente, e que a convivência com as outras meninas do Fiestar não era tão amigável quanto se espera de um grupo que convive e trabalha junto.

 

HOMME

A dupla, formada por Changmin (ex-2AM) e Lee Hyun (ex-8eight), voltava seu trabalho especificamente para as baladas, considerando os vocais dos integrantes. O duo, assim como seus respectivos grupos iniciais, era administrado pela Bighit, mesma empresa do BTS. Em 2018, com o fim do contrato, Changmin deixou a empresa para criar a própria, levando ao fim da dupla.

 

RAINZ

Após a segunda temporada de Produce 101, choveu grupo novo com os meninos que participaram da edição, e o Rainz foi um deles. Os integrantes não chegaram muito perto do “Top 11” no ranking final do programa, mas já eram conhecidos pelo público e tinham fanbase consolidada — fatores que ajudaram o grupo ao longo do ano em que promoveram.

 

JBJ

Assim como o Rainz, o JBJ foi mais um grupo temporário formado por ex-participantes da segunda edição do Produce 101, mas infelizmente a duração foi um pouco menor. E apesar dos bons resultados, pedidos dos fãs, e até mesmo a discussão sobre estender os contratos dos integrantes, as empresas envolvidas optaram por encerrar as atividades do grupo em abril de 2018.

 

STELLAR

Especialmente depois da passagem das meninas pelo Brasil no ano passado, é doloroso ver o fim do grupo. O Stellar teve uma carreira muito marcada pelo conceito sexy levado a um nível acima do que o público estava acostumado. Segundo as próprias integrantes, elas se mantiveram no conceito porque apenas assim conseguiam a atenção do público e, com isso, acabaram passando por situações que nenhuma mulher deveria passar.

 

TAHITI

Tahiti foi um girl group formado pela empresa Jline Entertainment e o grupo debutou em 2012 com o single “Tonight”. Entre idas e vindas na lineup de integrantes, novas meninas foram acrescentadas ao longo dos anos do grupo. E assim como entravam umas, saíam outras — algumas delas até mesmo antes do debut. Algumas integrantes ficaram inativas e depois saíram devido a problemas de saúde, mas o ápice do disband foi quando Jisoo revelou que foi diagnosticada com depressão e síndrome do pânico. Sendo assim, a Jline anunciou o disband no dia 25 de julho de 2018.

Nota da autora: Nós suspeitamos que a empresa e todas as variáveis de uma vida de idol ferraram (e feio) com o psicológico das meninas. Saúde mental não é brincadeira! As empresas deveriam abrir seus olhos e oferecer assistência psicológica para seus idols. Se você passa por algum problema, sempre procure um profissional capacitado para lhe ajudar. Coloque a sua saúde mental em primeiro lugar.

 

THE EAST LIGHT

O disband do The East Light foi, sem dúvida, o mais triste desse ano. A banda, formada por meninos de 15 a 18 anos, encontrou seu fim após a denúncia de um dos integrantes, SeokCheol, sobre a violência física e psicológica que sofriam. Segundo Cheol, um produtor agredia os integrantes com um taco de baseball até sangrarem e o CEO da empresa, que testemunhava os atos, nada fazia.

O The East Light teve uma carreira curta. Foram apenas dois anos na ativa e, apesar de todo o sofrimento durante esses anos, esperamos que os meninos consigam se recuperar e continuar a sonhar.

 

TRIPLE H/TROUBLE MAKER

Apesar de Trouble Maker ter parado de promover em 2013, o fim do projeto só foi anunciado em 2018, junto com o anúncio do disband do Triple H. Ambas as situações com um denominador comum: Hyuna. A artista, que teve seu namoro com E’Dawn — colega de empresa e companheiro no Triple H — revelado, ainda segurava o nome do Trouble Maker, que já não tinha muita possibilidade de acontecer desde a saída de Hyunseung da Cube, em 2016.

 

UNI.T

Mais um grupo que era certo de ter um fim, mas ninguém esperava que fosse tão rápido. O girl group formado pelo programa The Unit – que reunia artistas que já haviam debutado mas não alcançaram o sucesso esperado – durou um pouco menos de 5 meses. A frustração dos fãs, no entanto, não deve ser maior do que a das artistas que debutaram novamente em busca de reconhecimento e não foram valorizadas.

 

Grandes mudanças

PENTAGON

O grupo vinha ganhando a popularidade buscada nos últimos anos, até que vazou a história do namoro de Hyuna e E’Dawn que, foram inicialmente expulsos da empresa. O rolê foi longo, a CUBE voltou atrás, mas quem já não queria continuar na empresa era o casal, que optou por sair a companhia — fazendo com que o Triple H, grupo formado por ambos e Hui, chegasse ao fim. Atualmente o Pentagon segue em atividade com apenas 9 integrantes.

BLOCK B

Não podemos considerar como um disband, mas definitivamente é um acontecimento decisivo para a carreira do Block B. O grupo, que há alguns anos já havia enfrentado tempos difíceis, falta de pagamento e mudança de empresa, em 2018 passou pela saída do líder Zico — que continuará em carreira solo. Já o Block B ainda não sabe quais rumos exatamente deve seguir. Com a renovação de contrato dos outros seis integrantes, acredita-se que devem promover em sub-units e/ou individualmente.

 

Edit: Este post foi feito no dia 21/12. Mas não queríamos deixar de colocar nesta lista o disband do girl group “Melody Day” que ocorreu oficialmente no dia 25 de Dezembro de 2018. #ThankYouMelodyDay

Texto e imagens por Bea e Lai @ Equipe de redatores da K4US
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Carioca, 25 anos, estudante de jornalismo e carmy. Se pudesse passaria meus dias comendo batata frita, sorvete e lendo fluff, como não posso: trabalho, passo mais tempo do que devia no twitter e como batata e leio fluff nas horas vagas. Parte da equipe da LO짱 (Lojjang) e presa numa areia movediça chamada K-Pop há 9 anos (sem previsão de conseguir sair).
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