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Fortalecendo a conexão com público e cultura brasileira, KARD abriu a turnê WILD KARD 2019 no Rio e mostrou o que é ser estupidamente incrível. 


Fazendo jus a fama de público brasileiro apaixonado, antes mesmo do show começar, os fãs presentes já entoavam coros a cada novo hit do K-Pop que tomava conta do Vivo Rio na noite de quinta-feira, dia 10. Ali marcava-se o início da terceira turnê do KARD pelo Brasil, e o público que não cansa de ver o grupo por aqui, mostrou ainda mais seu potencial vocal quando as luzes se apagaram e a vinheta de apresentação começou a rolar no telão.

No melhor do entusiasmo brasileiro – que o KARD já conhece bem – os gritos recepcionaram Somin, Jiwoo, BM e J.Seph, que subiram ao palco para uma sequência que levou o público da fase mais atual do grupo até os pré-lançamentos, com ‘Bomb Bomb’, ‘Don’t Recall’ e ‘Oh NaNa’. O palco ferveu assim que eles entraram, e deu pra sentir o chão tremer com os pulos e gritos dos fãs. E se o KARD estava cansado pelo dia animado – que ainda incluiu uma participação no programa Encontro com Fátima Bernardes, da Globo – não demonstrou. 

Por ser a quarta vez do grupo no Brasil, muito se especulava sobre o que o show traria de novidade, além dos dois recentes lançamentos (‘Bomb Bomb’ e ‘Dumb Litty’), mas novamente o KARD soube inovar e contagiar desde os fãs até os pais e acompanhantes presentes. O primeiro set de performances em grupo seguiu com ‘You in Me’ e ‘Rumor’, para em seguida dar lugar a apresentação solo do BM, com ‘Oo Yeah’, e as units masculina – que performou a original ‘Inferno’ – e feminina – que apresentou um cover bem soft de ‘If I Can’t Have You’, do Shawn Mendes.

Além da versão das meninas para a música do cantor canadense, o repertório do show contou ainda com uma série de outros covers. Ouvimos a versão mista de ‘Thank U, Next’, da Ariana Grande, de ‘Taki Taki’, do DJ Snake (feat. Selena Gomez, Ozuna e Cardi B), mas certamente o ponto alto foi o cover de ‘Pesadão’, da Iza (feat. Marcelo Falcão). O grupo já até havia divulgado através das redes sociais que estava ensaiando a música, mas provavelmente ninguém esperava que o resultado fosse impecável como foi. A dedicação dos quatro integrantes pôde ser conferida em uma performance ao vivasso e com quase nenhum sotaque – BM, inclusive era o próprio Falcão no palco.

Além de uma homenagem ao país que adotou o KARD desde o primeiro lançamento, lá em ‘Oh NaNa’, a performance retribuiu aos fãs todo o tempo que dedicam enquanto aprendem músicas e mais músicas em coreano, mesmo sem dominar o idioma – o grupo até elogiou o público brasileiro dizendo que ficam impressionados em como os fãs sabem as letras completas das músicas. O cover de ‘Pesadão’ também atendeu aos pedidos de hits brasileiros nos shows do quarteto, que quando passou pela primeira vez no Brasil entregou uma versão de ‘Sim ou Não’, de Anitta (feat. Maluma), e marcou essa relação de afeto, que vem aproximando o KARD e a cultura brasileira nos últimos três anos.

Com poucas pausas, é de se perguntar de onde o KARD tira tanta energia para aguentar duas horas de show em uma turnê com pouquíssimo espaço para descanso. Entre as performances, eles pararam, conversaram com os fãs com a ajuda da intérprete, inclusive mostrando toda a brasilidade que um grupo de coreanos pode ter. Houve ainda um momento onde os quatro se retiraram do palco para se preparar para o restante do show e ficamos com um vídeo super fofo – com direito a aegyo da Somin -, onde cada um abriu o coração para os fãs.

Com figurinos trabalhados no emo gótico – o que indicava que o momento de ‘Dumb Litty’ se aproximava -, o grupo ainda embalou a noite revezando entre as músicas mais lights e as pesadonas, indo de ‘Knockin’ on my Heaven’s Door’ e ‘Moonlight’ a ‘Gidd Up’ – apresentada pela primeira vez no Brasil. E foi acumulando a energia trocada entre palco e público, ao longo de ‘Dímelo’, ‘Ride on the Wind’ e ‘Hola Hola’, que o ápice chegou. Todo aquele conceito de deuses gregos de ‘Dumb Litty’ fez completo sentido quando o primeiro “We go dumb” do instrumental começou a tocar. A presença de palco do KARD somada e a vontade do público foram realmente poderosos.

O intervalo também foi mínimo entre o fim da setlist e o encore. Bastou o tempo do KARD colocar uma roupinha mais confortável e dos fãs respirarem – uns cinco minutos ou menos – e eles já estavam no palco novamente. Esse foi o momento do show com o maior volume de interação entre artistas e fãs. Completamente à vontade, eles reforçaram essa ideia que já virou consenso: o Brasil já é uma segunda casa para o grupo. Eles pegaram celulares dos fãs para tirarem fotos, se enrolaram na bandeira do Brasil, desfilaram com presentes e, como de praxe, jogaram água em tudo e todos – JiWoo e J.Seph, inclusive, numa briga de gato e rato se perseguiram o tempo todo pelo palco para molhar um ao outro. Já em outros momentos, eles até mesmo paravam em um canto do palco, parte descansando, parte aproveitando a visão de suas músicas contagiando uma casa de show inteira.

Ao fim das músicas, o momento menos esperado do show – o fim dele – foi marcado novamente por essa troca de carinho entre um extremo e outro. Enquanto de um lado o KARD cantava um “Rio, eu te amo” de um lado, do outro a plateia voltava a se unir em um coro que respondeu com um inesperado “KARD, eu te amo”, que fez o grupo ficar em silêncio, apenas curtindo o momento.

 

 

Ainda na hora da despedida, ouvimos um “nos vemos ano que vem” que encheu o coração de muita gente de esperança para reviver a onda de energia positiva que o KARD transmitiu durante o show. Os públicos do Rio e de São Paulo já esperam por 2020, mas a turnê WILD KARD 2019 ainda segue contagiando os fãs do Nordeste ao Sul do país, passando por Recife, no dia 13, e chegando a Porto Alegre, no dia 15.


Texto, fotos e vídeos por Bea e Lýssa | Equipe de Redação da K4US
www.k4us.com.br
Por favor não retire sem os créditos.

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Bea
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Bea
Carioca, 26 anos, jornalista e carmy. Se pudesse passaria meus dias comendo batata frita, sorvete e lendo fluff, como não posso: trabalho, passo mais tempo do que devia no twitter, como batata e leio fluff nas horas vagas. Presa numa areia movediça chamada K-Pop há dez anos (sem previsão de conseguir sair).
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