09
07
19

Antes do showcase no Anime Friends Rio, a rapper sentou com a K4US e falou desde sua relação com o Brasil até o machismo na música. NADA estará em São Paulo neste fim de semana, não perca! 


Em um espaço no andar superior do RioCentro, onde aconteceu a primeira edição carioca do Anime Friends, NADA conversava tranquilamente com seu manager e os integrantes da equipe da K.Ö. Entertainment quando chegamos. Distante do palco onde se apresentaria mais tarde e do glamour das performances, a rapper parecia em casa, mesmo estando a quilômetros de distância de onde vive. Sem maquiagem e vestida de forma mais simples e confortável, ela sentou com a gente para uma entrevista exclusiva e mostrou que para ser idol, nem sempre é necessário manter fachadas e deixar a honestidade de lado. 

A rapper, que se apresentou no Anime Friends do Rio no dia 6 de julho, chega a São Paulo para o mesmo evento, onde realizará showcase, meet & greet e fanmeet entre os dias 13 e 14. Além disso, os presentes poderão conferir apresentação da NADA com o girl group brasileiro EVE, com quem lançou recentemente a colaboração “Oy Mama”. 

Aqui no Rio, antes de se apresentar com seu repertório original e cativar a atenção não apenas dos fãs, mas também de curiosos que se interessaram pela presença da rapper no palco, NADA não hesitou em contar tudo sobre suas experiências. De comidas brasileiras ao machismo na música, da Coreia ao Brasil: confira o que a NADA tem a dizer!

Já é sua segunda vez no Brasil. Na primeira vez em que você esteve em nosso país, o que você mais gostou que te animou a retornar? E o que você gostaria de fazer de diferente dessa vez?

Feijoada, refrigerante Guaraná e Anitta – risos. Suco de caju foi algo que gostei muito e, como não tem na Coreia, foi a primeira vez que tomei. Como dessa vez estou me apresentando em um evento de anime, gostaria de fazer uma apresentação que fizesse com que pessoas que não me conheçam, comecem a gostar.
Como é a primeira vez que venho pro Rio de Janeiro, quero conhecer os pontos turísticos.

 

Falando em Rio de Janeiro, tem algum lugar específico que você queira conhecer?

Gostaria de ver o Cristo Redentor e ir para a praia de Copacabana.

 

Recentemente, o grupo de B-Pop EVE revelou uma colaboração com você. Como rolou o convite e como foi gravar uma música com partes em português? 

Eu já tinha visto o MV de “Fogo e Ar” do EVE e já conhecia a Thaís Genaro e a Midori antes da primeira vez que vim ao Brasil e eu gostei muito, foi realmente o meu estilo. Quando eu recebi o convite eu escrevi tudo bem rápido porque é meu jeito de escrever música. 

Você vai passar os próximos dias no Brasil, participando dos eventos no Rio e em São Paulo. Tem alguma coisa específica da qual você sente falta quando está longe de casa?

Fora Kimchi não tem nada, porque eu gosto muito da comida brasileira. 

 

Tem alguma comida brasileira que você ainda não provou, mas tem vontade?

Já comi de tudo! Até brigadeiro, da última vez que eu vim. Se quiser, podem me recomendar alguma comida. [Recomendamos pão de queijo e aguardamos um review]

 

Você expressa a força da mulher através de sua música e sua personalidade. Que mulheres você admirou durante seu crescimento e quais são as que mais te inspiram atualmente?

Eu gosto muito do estilo da Lee Hyori e ela também tem essa personalidade forte e toda a vez que sai uma música nova, eu acompanho e gosto bastante.

A cena hip-hop é dominada por homens seja nos Estados Unidos, no Brasil ou na Coreia. Como é ser uma mulher dentro deste universo? Você sente que precisa se esforçar mais para se destacar entre os caras?

É uma área que eu entrei porque gosto, mas realmente vejo dificuldades. Por ser um meio de maioria masculina, acho que os homens deveriam fazer um esforço para acolher mais as mulheres que querem fazer parte do hip hop, como por exemplo fazer mais collabs. Vejo que ainda não há essa disposição por parte deles quanto a isso, e gostaria que isso mudasse.

 

Os homens da cena hip hop frequentemente reproduzem pensamentos machistas através de suas letras. Como você lida com esse tipo de música?

Não é só no hip-hop, né. Isso é um problema que tá em outras áreas também, onde homens tendem ver as mulheres de cima. Acho que no hip-hop o machismo se destaca mais, porque originalmente era mais dominado por homens e tudo mais, e eu realmente não gosto desse tipo de comportamento. 

 

Desde seu debut no Wa$$up já se passaram 6 anos. O que difere a Nada dessa época pra Nada de agora?

Por incrível que pareça, eu sou a mesma Nada de 6 anos atrás. Talvez a única diferença seja meu peso, porque acabei emagrecendo e também a liberdade que eu tenho para fazer o que eu quero.

 

A questão do peso era uma preocupação frequente para você?

Eu não me preocupo, porque quando eu ganho peso, tem gente que gosta de mim. Quando eu perco peso, ainda tem gente que gosta de mim. Então, seja com mais ou menos peso, eu ainda continuo sendo a mesma pessoa, por isso realmente não me preocupo com isso. 

Como é a sua relação com seus fãs? Você poderia deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?

Desde que saí do Wa$$up aconteceram várias coisas boas e ruins comigo, mas eu sei que quando essas coisas ruins aconteceram, meus fãs se preocuparam bastante comigo. Sempre perguntando sobre os comebacks, se vai ter mais algum problema, então queria que vocês soubessem que não estou tendo mais problemas. Vou continuar lançando álbuns e gostaria de agradecer por vocês continuarem me apoiando e acompanhando.

 

Você tem algum novo projeto para ser lançado?

Estou preparando duas músicas: uma vou lançar agora em agosto, no verão coreano, e a outra vou lançar depois, então estou me preparando para isso. 

 

Se pudesse dar um conselho às mulheres de todo o mundo, qual seria?

Se eu pudesse falar, seria para as mulheres não se preocuparem com o que os outros pensam, principalmente quanto aos padrões de beleza. Para alguém, você sempre vai ser bonita ou feia, então você precisa ser bonita com seus olhos, afinal, quem inventou esse tal padrão de beleza? Por isso você tem que agradar a si mesma. 

Bate e volta – Pedimos para a NADA responder com a primeira coisa que viesse à mente!

  • Uma tatuagem que você tem vontade de fazer e ainda não fez:
    Já fiz todas que queria, mas uma que faria é uma Palmeira
  • Sucesso pra mim é…
    Conseguir fazer o que eu quero
  • O que mais me motiva:
    Quando eu estou fazendo músicas, o que me motiva é quando as pessoas gostam do que faço
  • Meu maior defeito:
    Mananger: Ela é perfeita, mas quando acorda ela reclama muito.
    Nada: Ah, verdade! Eu fico irritada quando acordo.
    Mananger: Apenas por 5 minutos, depois disso ela é perfeita.
  • Minha melhor qualidade:
    Nada: Eu penso sempre de uma forma positiva sobre tudo! ‘It’s ok, it’s ok! Tudo bem! Everything is great’
    Mananger: Ela tem um coração bem aberto. Qualquer pessoa ou animal, qualquer coisa, ela fica sempre muito feliz e é muito empática.
  • Um lugar para passar as férias:
    Bali, na Indonésia. Nunca fui, mas quero ir.
  • Felicidade para mim é…
    Depois de um dia de trabalho, sentar e tomar um copo de cerveja.
  • Uma comida que detesto:
    No geral eu como bem de tudo, mas se for pra falar algo que eu não gosto, seria enguia.
  • O que mais amo comer:
    Kimchi!
  • Uma lembrança boa com algum fã:
    Eu tenho uma fã japonesa que se chama Lena que me acompanha desde o Wa$$up. Eu ainda não fiz shows no Japão, mas ela sempre me escreve cartas, mesmo não sabendo muito bem coreano. Teve uma vez que nós nos encontramos na Coreia, ela me entregou um presente e eu chorei. É uma memória muito boa que tenho dessa fã e até hoje nós trocamos cartas. 


Agradecemos a Queen NADA pela sinceridade e abertura durante a entrevista, que só foi possível pela gentileza da K.Ö. Entertainment team em nos oferecer esta oportunidade.

Entrevista por Bea Chugga| Equipe de redação da K4US
Tradução: _ @ Não remover sem os créditos
www.k4us.com.br

compartilhe este post:
Bea
Postado por
Bea
Carioca, 25 anos, estudante de jornalismo e carmy. Se pudesse passaria meus dias comendo batata frita, sorvete e lendo fluff, como não posso: trabalho, passo mais tempo do que devia no twitter e como batata e leio fluff nas horas vagas. Parte da equipe da LO짱 (Lojjang) e presa numa areia movediça chamada K-Pop há 9 anos (sem previsão de conseguir sair).
Arquivado em: Entrevista, Exclusivo, KPOP